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Grevistas da Telcabo pedem reposição de salários

Trabalhadores grevistas da Telcabo Moçambique, Lda. pedem celeridade na resolução de seus problemas salariais à equipa de inspectores do Ministério de Trabalho encarregue de mediar o 

conflito laboral que persiste naquela instituição.

A insatisfação dos trabalhadores persiste desde meados de 2011 e, segundo ficamos a saber, esta é a terceira vez que reivindicam os seus direitos, alegadamente desrespeitados pela entidade patronal .

Atrasos sistemáticos no pagamento de salários; não canalização dos descontos efectuados para o Instituto Nacional Segurança Social (por um período de três anos); falta de pagamento de horas extras, assim como falta de reembolso das ajudas de custos, fazem parte da lista dos problemas levantados.

De acordo com o teor de documentos fornecidos pelo sindicato da empresa em Agosto do ano passado, houve um encontro no qual estiveram presentes elementos do Ministério do Trabalho (MITRAB), da direcção da Telcabo e do comité sindical.

Após longos dias de negociação entre as partes foi acordado que a empresa, com os fundos recebidos dos seus clientes, pagaria dois meses de salários no prazo máximo de cinco dias úteis, a contar do primeiro dia útil da semana após a assinatura do acordo.

A par disso, a empresa iria, envidar esforços para, num período de noventa dias, a contar da data da assinatura do acordo, pagar todos os salários em atraso, descontos à segurança social e ajudas de custos devidas aos trabalhadores, assim como reestruturar e relançar a empresa no mercado.

Fonte sindical revelou, entretanto, que mesmo após a assinatura do acordo, a empresa não honrou os seus compromissos, facto que motivou que em Novembro os trabalhadores reactivassem a greve que havia sido suspensa.

A nossa Reportagem escalou na semana finda a empresa, vocacionada aos serviços de telecomunicações e electricidade, e apurou que grande prte das suas instalações foi arrendada a algumas instituições, como MozaBanco, Startimes, dentre outras.

Sabe-se que no dia 27 de Dezembro do ano passado, a direcção daquela empresa teria solicitado aos trabalhadores a interromperem a greve no dia 28 do mesmo mês e retirarem os seus cartazes para permitir a inauguração do balcão do MozaBanco.

Ainda sobre o arrendamento das instalações, os trabalhadores afirmaram não perceberem como é que uma empresa que está a arrendar suas instalações não consegue ter dinheiro para pagar os seus trabalhadores.

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