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Fraca capacidade fragiliza empreiteiros nacionais

A Federação Moçambicana dos Empreiteiros(FME) aponta a fraca capacidade financeira etécnica como uma das fragilidades das empresasnacionais que actuam na área da construção,o que faz com que o País continue a depender daimportação de serviços neste sector.

De acordo com Agostinho Vuma, Presidenteda FME, que falava na abertura do Fórum de Negócios Turquia – Moçambique, virado para a áreada construção, “só em 2014, dos 82.41 milmilhões de meticais arrecadados por estesector 24.65 mil milhões correspondem aosserviços contratados no exterior”.“Sendo assim, o crescimento sectorial daconstrução, considerando as empresas nacionais,que na sua maioria são pequenas emédias, situa-se nos 10.6 por cento. Ou seja,o crescimento deste sector é determinadopela importação de serviços”, referiu Agostinho

Vuma.

Enquanto não tiverem capacidade financeira, o Presidente da FME considera que os empreiteiros nacionais devem apostar nas associações empresariais, através de parcerias, consórcios e subcontratações para minimizar este problema. Por seu turno, Aylin Tashan, embaixadora da Turquia, explicou que o sector da construção constitui uma das áreas de interesse no âmbito da cooperação com Moçambique, daí a realização deste fórum.

Pretendemos que as empresas turcas e moçambicanas que operam no sector da construção cooperem. A Turquia tem muita experiência nesta área e achamos que Moçambique pode tirar proveito disso. Este encontro constitui uma excelente oportunidade para partilharem experiências, firmar parcerias”, afirma Aylin Tashan.

O recurso a parcerias com empresários estrangeiros é apontado também pelo Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Rogério Manuel, como saída, a par do investimento privado, que desempenha um papel crucial no desenvolvimento da economia nacional.

A importância deste sector é evidenciada não só pelo seu ritmo de crescimento, mas também pelo seu contributo para o desenvolvimento de infraestruturas económicas e sociais, o que nos obriga a reforçar a capacidade das empresas de construção e de produção dos materiais necessários para melhorar a resposta à grande procura”, disseRogério Manuel.

Ainda sobre o desenvolvimento socioeconómico do País, Rogério Manuel considera que o mesmo pode ser alcançado “se o empresariado nacional, no geral, apostar também nas Tecnologias de Informação e Comunicação, pois estas tornam as empresas mais eficientes, ao propiciar a racionalização dos meios pelos quais administra os seus recursos e próprio processo de provimento de serviços à população”, disse o Presidente da CTA, que também participou na cerimónia de abertura da segunda edição da MozTech.

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