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De turista a mecânico

Os turistas sul-africanos que tinham escalado Macaneta para passar as festas da passagem do ano, preocupados com os riscos que se tem para atravessar o rio, arregaçam 

as mangas e pegaram nas chaves para reparar o motor avariado. Juntamente com um mecânico duma das estâncias turísticas daquela parcela da província de Maputo passaram toda a sexta-feira última, dia 4 de Janeiro, a lutar para descobrir o problema e garantir o seu funcionamento.

Para garantir a circulação de pessoas e bens foram definidas duas maneiras: uma através de barquinhos e outra do próprio batelão. Este era movido manualmente através de cordas de modo a poder transportar os carros duma margem para outra.

A operação é complicada. A embarcação é amarrada com uma corda e uma das pontas desta é levada por uma lancha dum dos agentes económicos para outra margem. Chegado aqui, a corda é amarrada a um carro que se movimenta para puxar o batelão até à margem. Em cada viagem, o batelão leva três carros. Esta ideia era para libertar o volume de carros que estavam do lado de Macaneta.

 

Hermínio Chitlango, residente na cidade de Maputo, considera o problema da avaria do batelão frustrante. Contou à nossa Reportagem que foi a Macaneta passar as festas no dia 29 de Dezembro. Na altura, o seu plano era voltar para casa no dia 3 de Janeiro, mas devido à situação preferiu prolongar os dias esperando que o motor seja reparado e o batelão volte a circular.

“Queria voltar no dia 3, mas com as condições que aqui encontrámos não dá para arriscar! É muito perigoso. Esta situação precisa duma intervenção definitiva. Já houve muitas promessas, mas nenhuma delas foi concretizada e nós continuamos a sofrer”, disse Chitlango.   

Outro nacional que ficou retido em Macaneta é o músico Baba Harris, que está naquele ponto desde o dia 23 de Dezembro. O plano daquele artista era voltar a Maputo no dia 2 de Janeiro, mas isso não aconteceu.

Baba Harris lamentou o facto de este problema ser de longa data e que sempre que se verifica apenas há improvisos e não uma solução definitiva. “Este problema nunca tem solução. E sempre traz prejuízos para nós que decidimos passar alguns dias deste lado. Sempre que avaria há improvisos”, disse Harris, para quem a solução é trazer um “ferryboat” que leva mais carros.

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