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CPLP precisa abrir-se à circulação de pessoas

O Presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), Salimo Abdula, entende que a livre circulação de pessoas, bens e capitais ao nível da comunidade é imprescindível para a dinamização da economia e do respectivo empresariado.

Salimo Abdula fez este pronunciamento durante a conferência de imprensa realizada semana finda em Maputo, onde passou em resenha as últimas actividades da sua Direcção que inclui um périplo por Timor-Leste, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São-Tomé e Príncipe, Portugal e Moçambique.

Para completar a lista de países membros, a direcção da CE-CPLP deverá efectuar duas deslocações, a médio prazo, para o Brasil e Angola, tudo isso visando fazer jus às preocupações do sector privado que é, entre outras, o desenvolvimento socioeconómico das nações membros da CPLP.

Presentemente estamos a trabalhar na preparação do nosso primeiro relatório que vamos apresentar no próximo dia 24 de Julho na Cimeira do Conselho de Ministros da CPLP, em Díli, Timor-Leste”, disse.

Num outro desenvolvimento, Salimo argumentou que “sendo nós uma comunidade não faz sentido ter bloqueios administrativos que não permitem a livre circulação”.

Se de repente um empresário tem que ir a Angola, Brasil ou Portugal e tem de se debater com uma grande morosidade para obter um visto de entrada, decididamente esse factor não será mais-valia para a dinamização do negócio”, disse, tendo anotado que esse factor faz com que nalguns países, a exemplo de Moçambique, parte dos cidadãos se considerem mais integrados em blocos regionais como a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) do que na CPLP. 

Acredita-se que em duas décadas a CPLP poderá representar 25 a 27 por cento do mercado do gás no mundo. Actualmente vale quatro por cento do PIB, cifras que poderiam duplicar ou triplicar se os políticos apostassem a sério na economia e se houvesse mais comunicação entre os Estados, segundo o presidente da Confederação.

A Confederação Empresarial é uma organização de agentes económicos criada há 11 anos, tendo começado como uma comissão empresarial até atingir o actual estatuto. Até há bem pouco tempo as suas presidências coincidiam com as presidências rotativas da CPLP pelos Estados-membros, mas que a partir deste ano a liderança da confederação passou a ser por eleição.

Foi Moçambique que propôs uma nova forma de governação da confederação e que está a cumprir o primeiro mandato de quatro anos com novos moldes de presidência, depois de muito ter feito para assegurar uma maior visibilidade da organização empresarial.

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