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Boicote da Renamo é prenúncio da sua falência

O líder do Parlamento Juvenil, Salomão Muchanga, diz que caso a Renamo mantenha irredutível a sua posição de não participar nas eleições autárquicas agendadas para 20 de Novembro próximo,

 pode-se assumir como o prenuncio do seu desaparecimento definitivo do panorama político nacional.

Embora admita a possibilidade de a liderança do partido vir a fazer um “volte face” Muchanga acreditaqueainda há espaço para diálogo, pelo que eles devem insistir por via dos mecanismos legalmente instituídos para reunir com o partido no poder, assim como outras entidades que se acharem relevantes ”.

Segundo afirmou, neste momento, a sua organização aguarda com ansiedade a resposta ao pedido de audiência formulado ao líder da perdiz, Afonso Dhlakama, para discutirem com ele a questão do alegado boicote das eleições e principalmente persuadi-lo a desistir da intenção de inviabilizá-las.

“Pretendemos dizer ao líder da Renamo que ele e o seu partido têm responsabilidades acrescidas neste país, de tal forma que Dhlakama não se pode refugiar a questões marginais, uma vez que ao insistir em boicotar as eleições estará a precipitar a sua asfixia, o que não é de salutar para a democracia”,disse Salomão Muchanga sublinhando que o pedido formal da audiência foi entregue ao Secretário Geral da Renamo que neste momento encontra-se em Satugira, no distrito de Gorongosa, província de Sofala (onde se encontra neste momento Afonso Dhlakama).

 

PJ NA MOBILIZAÇÃODE JOVENS EM IDADE ELEITORAL

 

O Parlamento Juvenil (PJ) estabeleceu, na semana finda, em Maputo, uma parceria com o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) com vista a mobilização da juventude para que esta participe activamente nos pleitos eleitorais que se avizinham.

Segundo Salomão Muchanga, que falava à margem da cerimónia de entrega de uma brochura intitulada “Manifesto Político da Juventude – eleições Municipais de 2013 e gerais de 2014”na qual se apela a participação massiva desta camada social, naquilo que é descrito como “operação voto jovem”, orientando os jovens para a tomada de consciência sobre o valor socio-político das eleições. Esta acção pretende-se que tenha lugar em todo o país, através de palestras, educação política não convencional, internet, redes sociais.

Segundo o líder do PJ, Salomão Muchanga, é importante que os jovens, que constituem a maioria da população, participem massivamente nas fases cruciais do processo eleitoral mormente a de recenseamento eleitoral, educação cívica e na votação. 

Para Muchanga, a juventude é uma força activa e galvanizadora para o alcance de uma sociedade de pluralismo democrático, de justiça social, económico e político pelo que “compete aos jovens aprofundar a (in) formação de modo a exercerem o voto livre e consciente para a promoção da cidadania e justiça social no país”.

Outro aspecto que o Presidente do PJ apontou está relacionado com o exercício do direito de cidadania da pessoa portadora de deficiência visual e auditiva, uma vez que precisa de um acompanhante de confiança para poder exercer o seu direito de voto.

Entretanto, o Director-geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), Felisberto Naife, disse que este órgão eleitoral está a desenvolver um trabalho junto do Ministério da Mulher e da Acção Social (MMAS) para a produção de vídeos sobre a votação e a elaboração de material de educação cívica em Braille para facilitar as pessoas portadoras de deficiência visual. 

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