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A passividade irritante da ONU em Goma

Alguns analistas que acompanham a situação do Leste da RDC desde o começo descrevem o exército congolês como estando a viver momentos de uma “desordem completa” e com 

o agravante de a força de paz da ONU ali estacionada estar, mais uma vez, a provar a sua incapacidade de prevenir a violência.

Ainda que se mostre pouco provável que o M23 possa reocupar Goma caso as suas exigências não sejam atendidas satisfatoriamente, nos bastidores da “diplomacia silenciosa” da SADC alguns actores deploram a “irritante passividade” da ONU, justificada pela alegada falta de mandato para intervir militarmente, daí que se tem limitado a dita “protecção humanitária”.

Questionado a respeito deste quadro, o Secretário Executivo da SADC, Tomaz Salomão, não escondeu também a sua preocupação pelo facto de não estar a ser muito claro o papel das Nações Unidas no meio desta situação, apesar de na região de Goma estar lá uma forca multinacional da ONU, que é uma das melhores equipadas a nível mundial, mas que “diz que só garante protecção humanitária embora as pessoas estejam a morrer ”.     

“Este é realmente um dos aspectos que também precisa ser visto. O argumento que a ONU apresenta é de que o mandato deles não lhes permite fazer mais. Se é isso então vamos pegar nesse mandato e ver o que deve ser feito. Que protecção humanitária é essa se as pessoas estão a morrer em Goma”, disse Salomão.  

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