O Ministério da Educação e Cultura anunciou, recentemente, a descontinuação do curso nocturno no Ensino Secundário Geral, com argumentos de baixo aproveitamento pedagógico, riscos de segurança, além de inadequação às novas exigências educativas e do mercado de trabalho, apontando o ensino à distância como solução alternativa, alegadamente porque oferece maior eficiência no uso de recursos, melhor qualidade pedagógica e maior equidade no acesso.
O anúncio do Ministério da Educação acabou sendo uma surpresa para a sociedade, incluindo para os próprios professores, funcionários do sector, que, à partida, era expectável que fossem ouvidos sobre esta medida, tendo em conta o seu alcance e impacto. É preciso recordar que o ensino nocturno foi introduzido para garantir a inclusão dos alunos que ficaram sem lugar no turno diurno devido à exiguidade de salas de aula e professores, bem como para aqueles trabalhadores que pretendem conciliar as suas actividades com a formação académica.
Um dos problemas do ensino secundário público é justamente a quantidade de alunos por turma, havendo casos assustadores de salas com 90 alunos, tornando difícil o processo de ensino e aprendizagem.
A verdade é que, ao longo do tempo, foram surgindo defeitos no sistema, tendo, à cabeça, a incapacidade financeira do sector da Educação para responder aos encargos do turno nocturno, nomeadamente a contratação e pagamento de professores, agentes de segurança, energia eléctrica e outros custos. Leia mais…

