Editorial

Sinais fortes de confiança

Na semana finda, dois acontecimentos marcaram positivamente a economia moçambicana e não só. Referimo-nos ao anúncio do retorno do apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI), após cerca de cinco anos de suspensão na sequência das dívidas não declaradas, e a assinatura do acordo de Cooperação para o Desenvolvimento no valor de 1,5 mil milhões de dólares entre os governos de Moçambique e dos Estados Unidos da América.

Com efeito, Moçambique vai receber do FMI um pacote de apoio na ordem dos 470 milhões de dólares em torno de uma nova Facilidade de Crédito Alargado (ECF) para 2022-2025. O novo crédito visa apoiar um crescimento sustentável e inclusivo e a estabilidade macroeconómica a longo prazo. O acordo técnico para a sua materialização está sujeito à aprovação da direcção do FMI e ao aval do Conselho Executivo da instituição, o que se espera ocorra nas próximas semanas.

Na verdade, este anúncio do FMI acontece semanas depois de uma missão desta instituição da Bretton Woods ter visitado Moçambique para negociações presenciais com o Governo. As negociações, iniciadas de forma virtual a 31 de Janeiro de 2022, culminaram com o alcance de um acordo de princípios (Staff Level Agreement), para a implementação de um programa de reformas macroeconómicas e estruturais com o apoio do FMI, no período 2022-2025, suportado pelo instrumento de financiamento alargado (abreviadamente designado por EFC – Extended Fund Facility). Leia mais…

Foto de Carlos Uqueio

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