Editorial

Plataforma Coral Sul

O acontecimento mais marcante da semana que ontem terminou foi, para nós, a chegada, segunda-feira, às águas territoriais moçambicanas, concretamente à província de Cabo Delgado, da plataforma flutuante Coral Sul de produção e liquefacção de gás natural da Área 4 da Bacia do Rovuma.

Este projecto “offshore” (no mar) foi concessionado à Mozambique Rovuma Venture (MRV), que é uma “joint venture” co-propriedade da Eni, ExxonMobil e CNODC, com 70% de interesse participativo; a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. (ENH), com 10%; a Galp Energia Rovuma B.V., com 10%; e a KOGAS Moçambique Ltd., com 10%.

Apenas para ilustrar a magnitude do projecto, o campo Coral foi descoberto em Maio de 2012 pela Eni e contém cerca de 450 biliões de metros cúbicos, o equivalente a 16 triliões de pés cúbicos (TCF) de gás natural no local.

É também importante recordar que esta plataforma, com capacidade de produzir 3.4 milhões de toneladas métricas de gás por ano, é a primeira a ser construída de raiz para operar em África e a terceira desta complexidade no mundo inteiro, o que significa que todos os cantos do globo terrestre estão de olhos em Moçambique.

A chegada deste engenho é, pois, um passo importante no cumprimento do calendário do arranque, até finais deste semestre, da produção de gás natural no Rovuma, colocando Moçambique na lista dos principais actores mundiais da indústria de hidrocarbonetos. Leia mais…

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