Amanhã vai ser celebrado o Dia Mundial da Meteorologia, um serviço que se assume como de distinta utilidade pública, sobretudo numa altura em que à escala planetária se tem vindo a sentir os maiores impactos das mudanças climáticas de que há memória.
Face à severidade dos fenómenos climáticos, em que nenhuma parte do globo terrestre se pode considerar uma excepção à regra, tem sido determinante o papel desempenhado pela meteorologia, no sentido de evitar com que o impacto da ocorrência de catástrofes não seja tão alarmante em comunidades habitacionais, através do registo de mortes avultadas, inundações urbanas e destruição acentuada de infra-estruturas públicas e privadas. Tal como em Moçambique, onde cada vez mais se tem vindo a sentir os impactos severos das mudanças climáticas, no mundo estão a ser apetrechados e aprimorados sistemas de alerta e de aviso prévio, com vista a minimizar os danos e assegurar o bem-estar humano.
Os processos preventivos têm vindo a ser ajustados à dinâmica dos fenómenos meteorológicos cada vez mais violentos, ocupando a meteorologia um papel estratégico e obrigatório, no sentido de os governos se posicionarem e assegurarem menor destruição. Embora sejam cada vez mais surpreendentes as formas de manifestação dos fenómenos, tem sido possível verificar o quão os serviços da meteorologia são determinantes, com a particularidade de envolver, em termos de consciência, a maior parte da população.
Se antes somente aos meteorologistas dizia respeito, nos tempos que correm, a informação meteorológica passou a integrar a lista de prioridades dos cidadãos. No caso de Moçambique, o Governo tem estado a introduzir mecanismos de aviso prévio e sistemas de alerta baseados nas comunidades, facto que tem contribuído para rápidas acções de resposta e salvamento, tendo nas análises meteorológicas o elemento central em termos operativos.
A entrada em operação, semana passada, de um Comando do Sistema de Previsão de Cheias Secas é, entre tantos, um mecanismo que vai permitir em tempo real monitorar e preparar respostas a eventos hidrológicos extremos, baseado em equipamentos modernizados. Este sistema está a ser replicado para as outras regiões do país, seguindo- -se Nampula e Mocuba, o que se considera como um gigantesco passo para fazer face aos eventos cada vez mais extremos que têm assolado o nosso país. Leia mais…


