Economia

Standard Bank prevê desaceleração de economia

O Standard Bank Moçambique prevê, para este ano, uma desaceleração no crescimento da economia moçambicana, de uma média de 7.4 por cento, registada na última década, para 6 por

 cento, devido às cheias que fustigaram o país, nos primeiros meses de 2013. 

Esta projecção foi feita no decurso do “Economic Briefing”, que reuniu, quinta-feira última, em Maputo, cerca de 200 agentes económicos e clientes desta instituição bancária.

O Standard Bank organiza, anualmente, o “Economic Briefing” com o objectivo de apresentar aos seus clientes e ao mercado nacional as tendências da economia nacional e mundial de modo a orientá-los na tomada de decisões, para além de servir para expor o “expertise” do banco em diversas áreas de especialidade.

Como factores que concorrem para a desaceleração do crescimento económico nacional, o economista Fáusio Mussa indicou “as chuvas que assolaram o país nos primeiros meses do corrente ano, afectando cerca 479 mil pessoas, com impacto negativo sobre a produção agrícola e danos em infra-estruturas, o que originou a interrupção, por um período de cerca de três semanas, das exportações do carvão mineral de Moatize a partir do Porto da Beira”.

Por outro lado, o Investimento Directo Estrangeiro continuou a financiar o défice de conta corrente, que aumentou 29.5 por cento nos primeiros nove meses de 2012, quando comparado com igual período de 2011, para 1.251 milhões de dólares.
As perspectivas de continuidade dos fluxos de investimento estrangeiro e de aumento das exportações apontam para a manutenção de uma relativa estabilidade cambial do metical face ao dólar norte-americano, em torno dos 30.5 meticais por dólar”, indicou Fáusio Mussa.

Por sua vez, Yvette Babb sustentou que Moçambique continua a ser a economia com melhor desempenho na África Austral, “infelizmente a África do Sul enfrenta problemas no seu crescimento económico, esperando crescer apenas 2.5 por cento, em contraste com as expectativas de Moçambique”, frisou.
Acrescentou que “em termos de economia global, África continua a ser a economia com forte crescimento, apesar de existirem algumas economias comprometidas pelo processo político”.

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