Na luta pela sobrevivência, há mulheres que, debaixo de árvores, esquinas e paragens, procuram ganhar a vida através da venda de castanha de caju assada, uma actividade que se tornou importante fonte de renda para várias famílias.
A sua rotina é intensa, pois levantam cedo, enfrentam frio, lidam com lume e fumo durante a preparação de seus produtos antes de rumarem ao local da venda para garantir subsistência familiar. Este negócio tem sido vital para sua economia e, quiçá, do país.
Nas suas esquinas, algumas se encontram vestidas de luvas de protecção, lenços sobre a cabeça e sentadas com seu material de trabalho (pedra, ferro, peneira com respectivos “copos” e a própria castanha de caju que, por vezes, é descascada no local da venda.
Durante o trabalho, são sujeitas também a riscos de saúde. Quando assam, as castanhas libertam óleo que pode causar problemas respiratórios devido a inalação do fumo. domingo conversou, na cidade de Maputo, com Arminda Caetano, Graça Buque e Abelina Abiner, que exercem esta actividade. Afirmaram que com este trabalho conseguem suprir as necessidades básicas das suas famílias. Leia mais…

