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Mudanças climáticas afectam produção de sal

Os produtores de sal a nível nacional dizem ressentir-se das consequências das mudanças climáticas que, associadas aos problemas sociais e económicos provocados pela pandemia do novo coronavírus, estão a tornar o negócio pouco viável.

A título de exemplo, referiram que, de 2019 a esta parte, o país foi fustigado por, pelo menos, quatro ciclones, nomeadamente Idai, Kenneth, Gombe e Ana, que deixaram um tremendo rasto de destruição de infra-estruturas sociais e económicas, inclusive no sector de produção de sal e contribuíram para a redução da qualidade deste produto.

Andrew Kasumba, da Salina Batanhe, de Govuro, em Inhambane, afirmou que as mudanças climáticas são uma dor de cabeça para a indústria salineira. Tomou como exemplo o caso dos ciclones que, em geral, chegam com chuvas e ventos fortes, o que significa que muita água entra nas salinas, destrói os canteiros e leva o sal de volta para o mar.

“Com isso, precisamos de gastar outro dinheiro para a manutenção e não existe forma de recuperar o produto perdido. Temos 15 armazéns que, para melhor conservar o sal, devem ser feitos de madeira com cobertura de lusalite. Ao todo, tivemos de reconstruir sete perdidos por causa de dois ciclones”, lamentou.

Referiu ainda que estas intempéries também afectam a qualidade do sal, pois a água que entra nas salinas é turva. Para o caso da Salina Batanhe, a única que produz flor de sal, depois de uma ventania de grandes proporções, perdeu uma grande quantidade deste tipo de produto. Leia mais…

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