Economia

Mapulanguene vira polo ecoturístico

O posto Administrativo de Maphulanguene, distrito de Magude, Província de Maputo, é daqueles lugares de que não se fala durante o ano inteiro. Longe dos holofotes, este destino está a acolher investimentos orientados para o sector do turismo, com particular destaque para o estabelecimento de fazendas de bravio, onde pontificam elefantes, leões, rinocerontes, zebras, entre outros.

As fazendas de bravio são a quarta categoria das áreas de conservação instituídas no país, depois dos parques, reservas nacionais e coutadas e constituem pontos de atracção turística, por serem de menor dimensão, de fácil gestão e onde se pode desenvolver o ecoturismo na sua forma mais clássica.

Cientes destas vantagens, as autoridades do distrito de Magude criaram oito parcelas, no posto administrativo de Mapulanguene, que estão a ser vedadas e electrificadas para uma melhor gestão da fauna bravia que abunda naquela.

A vedação e electrificação das fazendas, conforme apuramos, visa evitar que os animais bravios não invadam o território onde existem habitações e áreas de cultivo da população humana, pois, consta que nos últimos anos houve um registo de morte de vários bovinos resultantes de ataque de leões.

Dados facultados pelo Posto Administrativo de Mapulanguene, indicam que só ano passado foram atacadas cerca de 33 cabeças e este ano os criadores locais perderam cinco. Por causa disso, prevalece a preocupação, uma vez que com o funcionamento de novas fazendas haverá mais animais naquelas bandas com possibilidade de aumentar o número de ataques.   

Aliás, a população que vivia em locais delimitados para o funcionamento das fazendas já foi compensada e transferida para novos espaços, ainda dentro do posto administrativo de Mapulanguene e, até ao momento, foram vedados cerca de 80 por cento das parcelas que foram ocupada pelos fazendeiros.

O desejo do governo é que as fazendas poderão empregar uma parte dos residentes daquelas comunidades e revolucionar algumas actividades como tradicionais e promoção de empreendedorismo. 

Trata-se de um projecto que vai impulsionar o turismo no distrito. A parte sul-africana já garantiu que vai manter a linha de fronteira aberta para que os animais do nosso lado possam ter livre acesso à parte da África do Sul. Também demos orientação aos investidores para garantir emprego aos moradores desta zona, disse a Administradora do distrito, Cristina Mafumo.

ROUBO DE GADO

O distrito de Magude tem vindo a registar nos últimos três anos a redução do nível do roubo do gado bovino. Para o efeito, o Governo local juntamente com as associações dos criadores estabeleceram um calendário sobre a venda e saída do gado daquele ponto da província de Maputo.

Os animais são comercializados em feiras que são promovidas duas vezes por semana e, no acto de compra, o comprador recebe um recibo, guia de identificação, o número do curral e o nome do vendedor (proprietário).

A outra situação que contribuiu para a redução dos índices de roubo do gado naquele distrito são as medidas punitivas que agora são tomadas pelos donos dos animais. A nossa equipa de Reportagem apurou que quando alguém é surpreendido na posse de cabeças, os donos destas pedem à polícia para que sejam eles a resolverem o problema com o ladrão.

Segundo nos foi revelado, a população exige que o ladrão traga um número superior do gado que terá roubado. Uma espécie de multa. As pessoas não querem saber de onde o ladrão vai trazer as cabeças que funcionam como “juro”. 

Fotos de Jerónimo Muianga

Abibo Selemane

habsulei@gmail.com

 

 

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