Economia

HCB investe na protecção de linhas de transmissão

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) está a investir cerca de 480 milhões de meticais na implementação do projecto que visa a protecção das linhas de transporte de energia eléctrica contra o efeito das cheias nas travessias dos rios por onde passam as infraestruturas.

Trata-se de um projecto que vai tornar as torres que suportam as linhas de alta tensão mais robustas e seguras, sendo que, para tal, foram projectadas construções de fundações amplas e mais profundas, com capacidade para suportar a força das águas em períodos de pico das chuvas.

Dados em nosso poder indicam que as obras estão a decorrer nos rios Nuanetsi, Save e Limpopo, na zona de Pafúri, interior da província de Gaza, sendo que as novas torres deverão ser construídas num novo traçado afastado do actual para que possam ser implantadas sem interrupção da transmissão de energia.

Esta operação vai também permitir que os detritos sólidos que, geralmente, são arrastados pelas cheias, com particular destaque para troncos e ramos de árvores, pilares e vigas metálicas e em betão, entre outros, passem com facilidade e não forcem as bases das torres.

domingoapurou que a HCB possui duas linhas de Alta Tensão em Corrente Contínua (HVDC), com uma extensão total de 1400 quilómetros (km) cada, coberta por cerca de 2000 torres que transporta energia para a região sul do país via África do Sul.

Para além destas, a empresa conta ainda com três linhas de Alta Tensão em Corrente alternada (HVAC), das quais duas que transportam energia de Songo até Matambo, e daqui para a região Centro e Norte de Moçambique, e a terceira que transporta energia eléctrica do Songo até ao Zimbabwe.

Refira-se que após a reversão daHidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) para o Estado moçambicano, e na sequência de um programa de investimento na reabilitação do parque electroprodutor e de transmissão, pela primeira vez na história, a HCB atingiu, em 2009, o recorde de produção fixada em 16.500 gigawatts.

Aquela empresa comprometeu-se a continuar a levar a cabo investimentos semelhantes, que visam a renovação do sistema electroprodutor, assegurando níveis elevados de fiabilidade e de volume de energia, condizentes de modo a elevar a sua participação no desenvolvimento nacional.

 

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