Economia

FAN financia mais projectos económicosFAN financia mais projectos económicos

O nosso objectivo é facilitar, ver as coisas a acontecerem e mais do que isso financiar projectos que produzam bons resultados”, frisou Orlando da Conceição.

Os desembolsos dos valores são realizados trimestralmente para que o grupo tenha tempo de analisar os projectos, além de ter acesso aos relatórios financeiro e narrativo. Desde que iniciou a implementação do projecto ainda não foi cancelado nenhum projecto.

Para que a execução dos programas financiados produza os resultados desejados, o FAN aprovou um instrumento de monitoria com uma equipe de monitoria e avaliação, conta também com um software com todos os dados que nos permitam fazer o acompanhamento e sem contar com as visitas realizadas aos beneficiários.

Por outro lado, a equipa do FAN cresceu, vai continuar a trabalhar no sentido de aumentar as acções de fiscalização e se fazer presentes em todas as províncias do país, revitalizar e trabalhar com as associações desses locais. Actualmente, esta agremiação está instalada em Maputo, Beira e Nampula. 

Até ao momento, a província com mais projectos é Maputo, pelo facto de estar mais próximo do grupo e por ter mais associações activas. “Noutras províncias encontramos associações que só tem presidentes, outras estão moribundas, então, temos que revitalizar essas agremiações antes. Em Maputo é onde encontramos associações minimamente organizadas”, aludiu.

 

Ano passado teve bons resultados

 

Orlando da Conceição contou ao domingo que o ano passado foi bom para o Fundo para Ambiente de Negócios, pois começaram a fazer os desembolsos e a assegurar a implementação dos projectos aprovados. O fundo tem três formas de implementação, nomeadamente advocacia, pesquisas para o ambiente de negócios e como gerir projectos.

“No ano passado conseguimos cumprir com a implementação de todos os projectos que recebemos e como resultado disso as pessoas já começaram a perceber o que é isso de advocacia e diálogo, começam a preparar projectos nos de diferentes sectores e nos procuram”, referiu.

Dados em nosso poder indicam que no ano passado foram aprovados projectos equivalentes a três milhões de dólares americanos, valores que serão desembolsados em fases, sendo por isso considerados montantes comprometidos. Para que a outra parte seja desembolsada deve-se esperar para ter certeza que as associações estão a trabalhar para produzir os primeiros resultados.

Falando acerca do ambiente de negócios no nosso país, o gestor do FAN disse que está melhor em relação há dez anos, mas ainda existem muitos desafios pela frente. Tomou como exemplo, a posição que Moçambique ocupa no Ranking do Doing Business. Ele acredita que poderia ocupar um lugar com maior destaque.

“Ainda podemos melhorar o ambiente de negócios, sobretudo com maior trabalho das associações e do Governo, pois este é que faz as reformas, mas quem influencia e dinamiza são as agremiações. Para este ano temos intenção de colaborar mais com o Governo porque uma reforma é produto de um diálogo entre este e os privados”, sustentou.

Acrescentou que ainda em 2013 vão trabalhar mais com o sector público com intuito de prepará-los para quando forem dialogar o resultado ser mais significativo e rápido, uma vez que acredita haver fraqueza dos dois lados.

Salientar que os beneficiários do fundo não tem que devolver o dinheiro, mas são obrigados a apresentar os resultados do trabalho realizado, a título de exemplo, uma associação se comprometa a fazer um determinado tipo de reforma, ela deve nos mostrar os resultados alcançados, não tem que devolver o valor desembolsado.

“O nosso pagamento é o impacto do trabalho deles nas comunidades, pois só assim é que poderemos beneficiar de uma segunda fase, como ocorreu em outros países”, concluiu. 

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