Os empresários moçambicanos continuam a ressentir-se da falta de divisas no país, o que, no seu entender, constitui um dos principais constrangimentos à operação eficiente dos sectores produtivos, com destaque para a indústria transformadora, a agricultura comércio, turismo, mineração e logística.
A dificuldade em aceder à moeda estrangeira impede a aquisição atempada de matérias-primas, insumos agrícolas, peças de reposição, combustíveis e equipamentos essenciais, afectando a produção, produtividade e competitividade das empresas nacionais.
Além disso, a restrição fragiliza a capacidade de cumprimento de contratos com fornecedores internacionais, compromete cadeias de valor e encarece significativamente os custos de produção. Nalguns casos, conduz à paralisação parcial ou total das operações, perda de postos de trabalho e redução das receitas fiscais.
“O sector privado apela à implementação de políticas macroeconómicas que promovam maior estabilidade cambial e incentivem a geração interna de divisas através da diversificação das exportações, aumento da produção nacional para substituir importações e de mecanismos de incentivo ao Investimento Directo Estrangeiro (IDE), especialmente nos sectores que mais contribuem para a captação de moeda externa”, destacou Álvaro Massingue, presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), durante o XI Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios havido na sexta-feira, Leia mais…

