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Escalada da inflação aflige sector privado

A Confederação das Associações Económicas (CTA) diz que está a avaliar cautelosamente os potenciais impactos da implementação da Tabela Salarial Única (TSU) no comportamento da inflação e nos negócios. Apesar da apreensão, entende que o mercado tende a se ajustar devido à redução do consumo que é provocada pela queda do poder de compra.

As preocupações do sector privado resultam do facto de o cenário macroeconómico prevalecer desafiador a nível interno e também internacional, o que levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a apontar que, no caso da África Subsariana, será necessário enfrentar esta fase usando quatro políticas-chave.

No seu último relatório sobre Perspectivas Económicas focado para esta região do continente, cujo título é “Viver no limiar”, lançado na semana finda, o FMI diz que tais políticas são a necessidade de abordar a insegurança alimentar, gerir a mudança nas políticas monetárias, consolidar as finanças públicas e lançar as bases para um crescimento sustentável e mais ecológico.

No que se refere à mudança de política monetária, o FMI diz que com a inflação mais alta e o aumento das taxas de juro a nível mundial, a maioria das autoridades começou a restringir a política monetária.

“Porém, num contexto marcado por uma recuperação frágil e uma consolidação orçamental, as autoridades enfrentam um delicado equilíbrio. Devem aumentar as taxas de juro directoras de forma gradual e cautelosa, mantendo-se atentas às expectativas de inflação e ao nível das reservas cambiais”, indica.

Adiante, acrescenta que o aumento dos preços dos produtos alimentares e energéticos está a afectar os países mais vulneráveis da região e a dívida pública e a inflação estão a aproximar-se de níveis que já não se verificavam há décadas, empurrando muitos países ainda mais para o limiar. Leia mais…

JORGE RUNGO
jorge.rungo@snoticicas.co.mz

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