Economia

Empresas querem facilidades no acesso ao crédito

A Associação das Pequenas e Médias Empresas de Moçambique (APME) quer investir na inovação e qualidade dos produtos oferecidos ao cliente.

A intenção foi manifesta na última quinta-feira, em Maputo, pelo presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas de Moçambique, Inocêncio Paulino, na cerimónia de abertura da 1ª Conferência das Pequenas e Médias Empresas, realizada em Maputo.

Paulino sublinhou que a questão de crédito constitui um desafio para as Pequenas e Médias Empresas no país.

“Estamos a incentivar para que haja inovação a nível das empresas, porque é preciso colocar no mercado um produto diferencial, para ser competitivo. Também teremos que trabalhar nas embalagens dos produtos e assegurar que tenham preços competitivos”, disse.

Para Inocêncio Paulino, as Pequenas e Médias Empresas devem melhorar a qualidade e a eficiência produtiva. Segundo ele, o grande desafio da sua agremiação é o crédito e apela para que os bancos sejam mais abertos e coloquem taxas favoráveis às pequenas e médias empresas.

Como forma de resolver o problema, revelou que dentro de dias será rubricado um memorando com dois bancos que irão disponibilizar serviços especiais aos associados da APME.

O presidente de conselho de direcção da APME disse que a sua agremiação pretende potenciar a capacidade produtiva das empresas, contribuindo para o aumento do consumo de produtos moçambicanos no mercado interno e externo, fortalecendo o tecido empresarial, assegurando maior capacidade financeira.

A breve trecho, a APME irá desenvolver plataformas de comunicação e de negócios entre os seus associados, desenvolver acções de formação e desenvolvimento de competências, garantir assistência jurídica e adopção de mecanismos que facilitem o acesso a financiamentos e investimentos.

Paulino assegurou que será criado o Gabinete de apoio ao empresário nacional, bem como a internacionalização das PME’s para que o produto também chegue mais barato ao consumidor nacional.

Espera-se um aumento de número de associados de 112 empresas actualmente registadas para 400 até final do ano. Paralelamente à angariação de membros, será elaborado um Plano Estratégico que resulte de consultas públicas.

Inocêncio Paulino aclarou que o papel da APME é complementar o papel do CTA e outros actores na melhoria do ambiente de negócios e o Governo de Moçambique na implementação de políticas públicas e de apoio ao desenvolvimento económico-social.

Falando no evento, o Vice-Ministro da Indústria e Comércio, Omar Mithá, disse que as Pequenas e Médias Empresas em Moçambique constituem um parceiro privilegiado do Governo na criação de emprego.

“O governo no seu programa quinquenal, recentemente aprovado, assume a necessidade de gerar receitas e aumentar a produtividade através das sinergias moçambicanas, que devem ser fortes, dinâmicas, competitivas e empreendedoras”, anotou.

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