Economia

EDM vai reforçar capacidade do país

A Electricidade de Moçambique (EDM) vai construir uma nova subestação na cidade de Maputo, avaliada em cerca de 250 milhões de dólares americanos a serem desembolsados pelo governo 

indiano, como forma de responder ao crescente consumo de energia no país.

A EDM indica que no ano passado o consumo de energia eléctrica cresceu em cerca de 17 por cento em todo país, ou seja, mais 100 megawatts, o que equivale a uma central, como aquela inaugurada recentemente na zona do Ressano Garcia.

Para a construção da nova subestação, neste momento, está-se na fase de tramitação de documentação, apreciação dos empreiteiros e depois será lançado o concurso público. A perspectiva é de ter o projecto a arrancar com as obras nos próximos meses de Junho ou Julho, esperando-se que termine em 2016.

“Há um crescimento muito grande em termos de obras que estão a surgir, sobretudo em Maputo. Por essa razão, o país precisa de uma base regular de investimentos. Outro exemplo, temos Nacala que precisa de um investimento para a construção de uma segunda linha para garantir melhor qualidade no fornecimento de energia”, disse Augusto Fernando de Sousa, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EDM em conferência de Imprensa convocada semana finda.

Domingosoube que a taxa de novas ligações, só no ano passado, foi de 23 por cento. Isto é, cerca de 130 mil novos clientes foram ligados à rede nacional de energia eléctrica, o que constitui mais um desafio para EDM que para a sua superação, precisa de construir também novas linhas, de modo a fazer face a esse crescimento.

No que concerne à subestação que explodiu, recentemente

em Maputo, ficamos a saber que a EDM vai precisar de cerca de seis milhões de dólares americanos para a sua reposição, valor que se poderá elevar depois da avaliação do técnico, ido da Alemanha, que foi o responsável pela venda do equipamento.

O equipamento foi instalado em 2007 e, segundo garantias dadas pelo fabricante, tem duração de 40 anos. Trata-se de um tipo de tecnologia utilizado, muitas vezes, quando há problemas de espaço, por ser muito compacto. “Só depois de 30 anos é que se abre aquele equipamento para fazer inspecção”, garantiu o PCA.

A reposição do equipamento vai durar cerca de 12 meses devido ao processo de encomenda da nova maquinaria, a fabricação e a importação para o nosso país, no entanto, Augusto Fernando de Sousa, garantiu que isso não vai afectar o fornecimento de energia à cidade de Maputo, pois a ligação directa realizada no âmbito do “apagão” vai servir regularmente.  

“A parte baixa da cidade de Maputo, que foi uma das mais afectadas pelo “apagão”, vai continuar a ter a mesma qualidade que tinha antes da explosão. O único problema será quando tiver alguma avaria, pois não vai existir outra linha para ligar. Mas são problemas que acontecem muito esporadicamente”, explicou.

O PCA da EDM prometeu que os trabalhos para a melhoria da qualidade de energia vão continuar, existindo a probabilidade de haver, amiúde, problemas por se tratar de uma ligação provisória.

Salientar que em Maputo existem duas subestações que alimentam a cidade, nomeadamente, a do Infulene, que fica no Bairro da Zona Verde e da Cidade de Matola que fica na zona do CMC. Aquela que detonou alimentava a zona baixa da cidade.

Quando se verificou a explosão, uma que alimenta os bairros do Jardim e Aeroporto foi afectada. A mesma era sustentada a partir da subestação do Infulene. O incidente, que culminou com a morte de um funcionário da EDM, ainda não tem causas conhecidas.

“Solicitaram ao finado para fazer a ligação a partir da central térmica. Uma manobra considerada de rotina e houve a explosão. Ainda não sabemos o que está por detrás disso, porque este tipo de equipamento é muito fiável, daí que contamos com a colaboração do próprio fabricante”, concluiu Augusto Fernando de Sousa. 

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