A Conferência das Associações Económicas (CTA) exigiu que as negociações em curso incluam todos os accionistas da Mozal, nomeadamente a South32, o Governo de Moçambique, a IDC da África do Sul e a Mitsubishi Corporation, ao mesmo tempo que a CTA deverá estar como parte activa e legítima dessas discussões. Todavia, defende que as decisões sobre o futuro da Mozal devem reflectir os interesses do país e do seu sector produtivo, pois só assim será possível alcançar soluções sustentáveis, equilibradas e justas. “Apelamos à South32 que reveja com urgência a sua postura, reintegre as empresas moçambicanas afectadas, e retome as operações com responsabilidade social, respeito pelos compromissos assumidos e alinhamento com os objectivos de desenvolvimento nacional”, disse Álvaro Massingue, presidente da agremiação.
Ao mesmo tempo, pediu ao Governo para que actue com firmeza, mas com abertura ao diálogo, protegendo os interesses estratégicos do país e garantindo que a Mozal mantenha o seu papel como um activo económico nacional, mas agora com maior integração local.
“Esta crise pode e deve marcar um ponto de viragem. Não é momento de abandonar a Mozal. É momento de a transformar. De uma exportadora de matéria-prima para uma geradora de valor, inovação, emprego e progresso industrial em solo moçambicano”.
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