– Certificado fitossanitário tratado via “WhatsApp” e levantam-se dúvidas sobre a realização da inspecção
As suspeitas levantadas sobre a exportação de milho para Dubai, em Março do ano passado, terão contribuído para inviabilizar a tentativa de contrabandear 644 pontas de marfim para o território asiático.
Conforme consta nos autos, se a mercadoria tivesse sido do outro género, talvez não se teriam sido levantadas as suspeitas. Referiram testemunhas que exportar milho para Dubai não só chamou a atenção de muitas pessoas, como também houve quem não deixasse de torcer o nariz.
Cenários sobre fragilidade nos serviços públicos e situações de ineficaz controlo institucional são alguns deixados transparecer por oito declarantes, ouvidos semana finda, na Sétima Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, que analisa o processo n.° 11/2025-A.
Envolve cinco arguidos, os quais, na fase de audiência, “sacudiram o capote” quanto à sua participação nos crimes que vêm pronunciados. Do que se ouviu, ainda que não seja suficiente para colocar a nu os contornos do crime, fica a ideia de existirem fragilidades no sistema das exportações, cujas lacunas estavam a ser aproveitadas para contrabandear a maior quantidade de que há memória de troféus de elefante para alimentar o mercado do tráfico internacional de espécies protegidas.
“SCANNER”
Se a entrada do contentor no recinto do Terminal Internacional Portuário de Maputo vem descrita como bastante duvidosa, não é menos verdade que o que ocorreu a posterior pode deixar qualquer um de boca aberta.
Segundo uma testemunha que, à data dos factos realizou a verificação documental, em nenhum momento se apercebeu de algum tipo de irregularidade, pelo menos no momento que efectuou a “checagem” do processo. Referiu que, no dia seguinte, ficou a saber da “bomba”, numa altura em que o caso fazia manchete na “media”. Leia mais…

