
O Instituto de Cereais e Moçambique (ICM) deu início ao processo de avaliação e requalificação do seu imenso património composto, entre outros, por grandes armazéns localizados um pouco por todo o país. Trata-se de um procedimento que visa tornar esta instituição mais ágil, interventiva e operacional.
Lá se foram os tempos em que o ICM era a entidade que intervinha na comercialização agrícola de forma directa, quase paternal, com camiões espalhados por todos os pontos do país, armazéns a perder de vista, exército de funcionários e por aí em diante.
Pelas palavras de João Macaringue, director-geral desta instituição tutelada pelo Estado, por via do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), o ICM está em reformas profundas que visam remover-lhe as gorduras para que possa ser ágil, interventivo e operacional.
Em entrevista que concedeu ao nosso jornal, Macaringue descreve a rota que a tal reestruturação vai seguir e os desafios que se colocam ao país para haver uma sincronização entre a produção agrícola, a comercialização, processamento e a colocação dos produtos no mercado.
O ICM estava moribundo porque as dinâmicas económicas assim impuseram. O que justifica a sua revitalização hoje?

