Economia

Bodas de Ouro da FACIM

Queremos deixar com os organizadores o desafio de implantarem infra-estruturas definitivas e em número que responda à crescente demanda, sobretudo, mais arrojadas e que a projectem para esse futuro dinâmico e com tendência imparável de crescimento, em todos os domínios. Pensemos na FACIM que queremos nos próximos 50 anos e projectemo-la nesse futuro”, recado deixado pelo Chefe de Estado, Armando Guebuza, durante a cerimónia de abertura da presente edição da FACIM.

Realizado sob o lema “50 anos expondo o potencial económico de Moçambique”, expositores consideraram que a organização tem vindo a melhorar, ano após ano, o que facilita a interacção entre eles e o público visitante que se faz ao local para apreciar os produtos e serviços.

Para celebrar o seu jubileu, a FACIM reuniu cerca de 30 países expositores, com destaque para o Egipto, Dinamarca, África do Sul, Alemanha, Brasil, Estados Unidos de América, Finlândia, Islândia, Itália, Macau, Malawi, Mônaco, Noruega, Portugal, Quatar, Suécia, Tailândia, Tanzânia, Zâmbia, e cerca de três mil expositores nacionais e estrangeiros.

A Sociedade do “Notícias”, dona dos jornais “Notícias”, “domingo” e “Desafio”, esteve presente no evento para mostrar os seus produtos e serviços, exibiu o vídeo que narra a história da empresa e promoveu assinaturas das suas publicações para depois sortear um descodificador ZAP.

A organização da FACIM manifestou-se confortável com o nível de participação, tendo em conta o facto de o país ter, nos últimos anos, vivido momentos de apreensão na sequência da tensão político-militar nalguns pontos da província de Sofala, para além da crise económico-financeira que continua a assolar muitos parceiros estrangeiros de Moçambique.

Como tem sido hábito, a cerimónia inaugural foi marcada pela celebração do “Dia do Exportador”, evento no qual foram distinguidas as entidades que em 2013 se destacaram nesta matéria e foi oferecido um jantar de gala alusivo aos 50 anos da FACIM, durante o qual foram galardoadas figuras e personalidades que contribuíram para a elevação da feira no mercado internacional.

Por outro lado, foram realizados encontros empresariais, com destaque para o X Encontro Empresarial para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa, no qual foram apresentadas oportunidades de negócios dos países de língua portuguesa e da China, para além da assinatura de memorandos/protocolos entre diversas entidades.

Estima-se que mais de 78 mil pessoas terão visitado a feira este ano, entre nacionais e estrangeiros, um número que supera os 75.500 visitantes que presenciaram a FACIM em 2013, o que demostra a vitalidade que este certame possui e a simpatia que granjeia no mundo inteiro.

FACIM DEFINITIVA CUSTA

150 MILHÕES DE DÓLARES

A escolha da 50ª Edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) como acontecimento económico do ano resulta do facto deste certame ter mobilizado a atenção e o interesse do empresariado nacional e internacional, o qual compareceu em peso a quase todos os eventos programados pelo Instituto de Promoção de Exportações (IPEX), entidade que organiza a feira, sob a batuta de João Macaringue.

Aliás, terá sido na voz de João Macaringue, Presidente do Conselho de Administração (PCA) do IPEX que soubemos que a construção das infra-estruturas definitivas da FACIM vai custar a volta de 150 milhões de dólares, valor que está a ser angariado internamente e também no exterior.

Na verdade, o que se pretende é que a área de Ricatla, onde a FACIM está implantada se transforme numa cidadela que tenha como epicentro a FACIM. “Queremos um conjunto harmónico que tenha um desenvolvimento que erradia da FACIM para toda aquela área que chamaríamos de Maputo-Norte. A FACIM seria uma espécie de âncora”, disse João Macaringue.

Na verdade, a tal cidadela compreenderia, numa primeira fase, um pavilhão multiuso, pavilhões para exposições temáticas, escritórios centrais do IPEX, um centro incubador de empresas e áreas de lazer. Mais adiante, a área incluiria estabelecimentos hoteleiros, cinemas, restaurantes, áreas comerciais e espaços habitacionais, com um custo global de 418 milhões de dólares.

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