O Comité de Política Monetária (CPMO), do Banco de Moçambique (BdM), anunciou, ontem, a redução da taxa MIMO de 9,50 para 9,25 por cento.
A medida foi sustentada pelas perspectivas de manutenção da inflação em um dígito a médio prazo, não obstante a materialização de alguns riscos e incertezas associados às projecções da inflação, com destaque para a ocorrência de inundações e para a intensificação das tensões comerciais e geopolíticas.
De acordo com o Governador do BdM e presidente do CPMO, Rogério Zandamela, aproxima-se o fim deste ciclo de decréscimos, iniciado em Janeiro de 2024, quando a taxa MIMO estava fixada em 17,25 por cento.
“No curto e médio prazo destacam-se a nível doméstico como riscos e incertezas associados às projecções da inflação a magnitude do impacto das recentes inundações na cadeia logística e na oferta de bens, ritmo da reposição da capacidade produtiva, bem como os efeitos dos atrasos no pagamento da dívida pública pelo Estado”, explicou Rogério Zandamela.
Referiu que a manutenção das perspectivas da inflação em um dígito no médio prazo reflecte, essencialmente, a estabilidade do metical e dos preços internacionais de mercadorias, bem como uma procura interna contida.

