O agravamento dos riscos e incertezas associados às projecções da inflação, com destaque para a eclosão do conflito no Médio Oriente e os seus impactos na cadeia logística global, levou a Comissão de Política Monetária (CPMO), do Banco de Moçambique (BdM), a manter a taxa de juro de política monetária, Taxa MIMO, em 9,25 por cento.
Falando esta tarde, numa conferência de imprensa, o governador do BdM, Rogério Zandamela, explicou que as tensões no Médio Oriente estão a afectar negativamente a oferta e os preços de produtos energéticos e alimentares, contribuindo para a revisão em alta das perspectivas de inflação.
Segundo Zandamela, foi neste contexto que o CPMO decidiu interromper o ciclo de redução da taxa MIMO, decisão que poderá influenciar futuras medidas, em função da evolução e materialização dos riscos e incertezas, tanto internos como externos.
A última revisão ocorreu em Janeiro deste ano, quando a taxa passou de 9,50 por cento para 9,25 representando a 12.ª descida consecutiva, num ciclo iniciado em Janeiro de 2024.
O governador acrescentou ainda que o agravamento da dívida pública, que aumentou em 12,7 mil milhões de meticais desde Dezembro, situando-se actualmente em 487,3 mil milhões, está a condicionar o normal funcionamento do mercado financeiro.
Este cenário reflecte-se na fraca procura por títulos públicos e na rigidez das taxas de juro no mercado monetário interbancário.


