Economia

Alienado capital social da empresa TDM

O Estado moçambicano procedeu, na semana passada, em Maputo, à transmissão, para cerca de 3.000 colaboradores de 10 por cento de um total de 20 por cento do capital social da empresa Telecomunicações de Moçambique (TDM), que tinha sido reservado para alienação aos Gestores, Técnicos e Trabalhadores (GTT).

Os beneficiários prescindiram dos remanescentes 10 por cento de acções, mediante negociação, o que lhes permitiu pagar apenas um valor simbólico de mil meticais, ao abrigo do Decreto nº 19/2011, de 26 de Maio, que estabelece um conjunto de incentivos com o objectivo de assegurar o alargamento da participação dos trabalhadores nas acções das empresas detidas pelo Estado.

Intervindo após a assinatura da escritura, o Administrador Delegado da TDM, Zainadine Dalsuco, referiu que se trata de um "momento histórico e de viragem para a empresa e, se calhar, para o próprio País".

"Foi um processo penoso, pois dez anos de negociação são um tempo demasiado para frustrações, desistências, etc.", indicou Zainadine Dalsuco, acrescentando que  a "empresa continuará a apostar na contenção de custos, disciplina e rigor, o que significa um futuro de trabalho, muita entrega e dedicação".

Em representação do Estado, Apolinário Panguene, Presidente do Conselho de Administração do IGEPE- Instituto de Gestão das Participações do Estado, explicou, na ocasião, que "a transmissão de acções constitui um processo, através do qual o Estado pretende que os trabalhadores, com o seu esforço, empenho e dedicação, nesta empresa, tenham o direito de ser membros dos órgãos sociais da sociedade".

"Acreditamos que com estes cerca de três mil membros que se juntam às TDM, a nossa capacidade de intervenção fica reforçada, porque temos mais três mil parceiros com quem dialogar e procurar formas de fazer crescer a TDM", realçou.

Já o representante dos GTT, Armando Francisco, disse que a assinatura da escritura "representa a realização de um sonho daqueles moçambicanos que tiveram a missão de, na altura da independência, receber e guiar o destino da empresa até os dias de hoje".

"Alienar acções em empresas e propriedades do Estado não é apenas a satisfação de um direito que o Estado lhes reserva, mas sim o reconhecimento do trabalho que têm estado a realizar para o bem da sociedade", finalizou.

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