A antiga deputada da Assembleia da República, Ana Rita Sithole afirmou que se Moçambique não se deparasse com tantas adversidades, a situação seria diferente.
Lembrou que a maioria da população vem das zonas rurais devido à guerra que provocou o êxodo rural sem precedentes.
Sithole que falava ao princípio desta noite durante o lançamento da Revista Ágora, destacou que “de 2014 a 2024 foi o período em que houve muitas perdas e destruição de infraestruturas”.
Entretanto, apontou alguns ganhos dos 50 anos da Independência Nacional, nomeadamente, a forma como a mulher moçambicana conseguiu sair das adversidades e se impôs na academia e na sociedade.
“Basta olhar para os diversos ramos da sociedade, onde a mulher está a dirigir as coisas andam bem”.
Por seu turno, o sociólogo Helder Jauana, explicou que 50 anos depois da Independência, Moçambique continua com o grande desafio de unir a cidadania e o Estado.
“Hoje vemos que 50 anos depois, alguns de nós, que nem vivemos o colonialismo, continuamos com a mente colonizada. É importante termos uma independência da mente e dignidade”.
Jauana referiu que celebrar meio século de independência não é olhar para trás. “É olhar para o agora e para onde queremos ir. Olhamos para o diálogo com grande expectativa de que este vai resolver os problemas”.

