
Texto de Pretilério Matsinhe
Revisto: Benjamim
Os bastidores da indústria de produção musical são “misteriosos” para quem não vive o dia-a-dia da música. Quase todos que fazem este trabalho preferem ficar “na sombra” colocando os seus produtos no “ouvido do povo”. Viajemos ao outro lado da arte que hoje atravessa labirintos inimagináveis.
Para quem olha o trabalho de produção musical de longe parece algo simples de fazer e que oferece um mundo cheio de luxo, prazeres, vida boa… Às vezes oferece, outras nem tanto. Milton Gulli, produtor musical, também tem esta percepção sobre o fenómeno.
Começamos os contactos para a entrevista há dois meses, mas por causa das incongruências do destino era impossível o encontrar. Milton vive atarefado, sua agenda é tão superlotada que não sobra, às vezes, sequer uma linha para anexar mais um programa.
Esteve em Portugal em digressão. Voltou a Moçambique e resolveu aceitar conversar com o domingo. Seu estúdio, a Khongolote Records, fica próximo do Hospital Central de Maputo, logo nas primeiras residências que preenchem a avenida Emília Daússe. E é lá onde a conver-sa decorreu.

