ISABEL JEREMIAS
A exposição artística itinerante “Os adivinhos dos fabricantes da paz”, do artista plástico Gonçalo Mabunda, vai ser lançada dentro de momentos no Instituto Politécnico X-Ellece, na cidade de Chimoio, província de Manica.
De acordo com o autor, as obras expostas transmitem mensagens de paz e reconciliação, e incentivam a valorização do património cultural, através da reinterpretação da memória colectiva dos longos anos de conflito civil que assolou o país após a independência.
A mostra decorre com a curadoria de Ivan das Laranjeiras e resulta da colaboração entre a associação Iverca e o Comité Internacional para o Desenvolvimento dos Povos (CISP), no âmbito dos do projecto Propaz, Reconciliação e Coesão Social, co-financiado pela União Europeia.
A iniciativa é também implementada pelo Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) e a associação LeMuSiCa (Levante-se e Siga o Seu Caminho).
Ao que observamos, as obras são feitas com base em material bélico proveniente dos processos do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), onde o autor reinventa cenários, que refletem o quotidiano, transforma munições em símbolo de paz, propõe uma nova fonte de esperança e de entender o conflito.
Durante os próximos sete dias, período em que vai decorrer a exposição, serão realizadas palestras com os estudantes universitários e grupos de artistas locais, nas quais serão debatidos temas relativos à paz, reconciliação e o papel que a arte desempenha na reconstrução da sociedade.

