“Ao mesmo tempo que celebramos as vitórias que alcançamos não só em 2024, mas também em 2023, temos conseguido ultrapassar e afastar a tentativa de destruição do nosso partido, devemos nos preparar fortemente para os desafios e lutas que ainda temos pela frente. São lutas e desafios gigantescos porque o inimigo não desarmou”, palavras proferidas por Francisco Mucanheia, membro da Comissão Política da Frelimo e chefe da brigada central de assistência e apoio à província de Maputo, quando se dirigia aos militantes e quadro daquela formação política durante a VII Sessão Ordinária do Comité Provincial do partido que terminou ontem na Matola.
Seguidamente alertou que o inimigo ainda está presente a procura de novas formas, estratégias, tácticas para contra-atacar, e definir um golpe final.
Na ocasião, falou daquilo que considera de uma campanha que supostamente está em curso, visando destruir os partidos libertadores. Esta estratégia tem trazido nos últimos tempos desordem em muitos países, que em muitas vezes termina em pilhagem de bens e perda de vidas humanas. Citou como o exemplo, os recentes incidentes verificados nas últimas eleições em Moçambique e na Tanzânia.
“A desordem que assistimos depois das eleições se enquadra numa estratégia global de que em África o que funciona é a manipulação como instrumento político para fazer o que eles chamam de mudança de regime. Há um esforço de várias décadas de mudar o curso da história dos países africanos recém-independentes, particularmente Moçambique”, afirmou.
A província de Maputo, sobretudo a cidade da Matola, foi uma das fustigadas durante as manifestações, onde houve a destruição de vários estabelecimentos, entre comerciais e bancários.
O membro da Comissão Política da Frelimo referiu que a intensificação das destruições naquele ponto do país, foi a concretização de uma estratégia desenhada cujo objectivo era destruir a economia nacional e a liderança do partido Frelimo.
A província de Maputo é a capital económica do país, o maior parque industrial do país localiza-se na Matola, por isso que segundo Mucanheia paralisar aquela aquela província é estrangular a economia do país.
“Essa escolha da província de Maputo como epicentro da confusão não foi aleatória, foi deliberada, meticulosamente preparada pelos serviços de inteligência bem financiados que a várias décadas procuram destruir a Frelimo para voltarem a colonizar e a dominar Moçambique com o objetivo central de controlar e explorar os nossos recursos estratégicos”, apontou.


