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MEMÓRIAS: Calinadas na língua

O empenho dos futebolistas na modalidade começa desde tenra idade, absorvendo muito do seu tempo, em detrimento de outras actividades. Esse facto, contudo, não deve ser justificação para que a maioria dos craques, mesmo a nível mundial, não tenha formação, até porque há bons exemplos de jogadores de top com formação superior. O certo é que, desde os primórdios, os futebolistas “esquivam-se” do acesso à escola para brilharem apenas no rectângulo de jogo.

Hoje, algumas academias (não as dos clubes), nos cantos mais evoluídos do universo, formam atletas para a alta competição e também preparam o homem para enfrentar o mercado de emprego fora da actividade desportiva, implementando a actividade de formação do atleta ao mesmo tempo que a académica.

Em Moçambique, como já havíamos referenciado em edição anterior, aquando da extinção da Associação de Futebol Africano (AFA), que fazia a gestão de competições maioritariamente de indígenas, os portugueses passaram a exigir que todos os atletas tivessem o diploma de frequência da quarta classe, que habilitava o homem a expressar-se e a escrever fluentemente a língua portuguesa. Sem esse documento, os negros estavam vedados de participar nas provas da associação de futebol de Moçambique, filiada à Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Leia mais…

TEXTO DE JOCA ESTÊVÃO

joca.estevao@snoticias.co.mz

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