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Lixo inquieta moradores na Matola

Por Jornal domingo

TEXTO DE MICAELA MEQUE

Em vários pontos dos 42 bairros do município da Matola há acumulação de resíduos sólidos e consequente mau cheiro. Estima-se uma produção de 1200 toneladas de lixo por dia, para uma capacidade de recolha de 834 toneladas. A situação aflige os munícipes que questionam o paradeiro dos meios circulantes apresentados no dia 5 de Fevereiro passado, por ocasião das celebrações dos 54 anos da elevação da Matola à categoria de cidade.

Segundo os moradores, o lixo chega a permanecer entre duas a quatro semanas sem recolha. No quarteirão 16, no bairro da Matola “F”, a irregularidade na recolha do lixo é visível nas ruas, onde sacos amontoados ornamentam os passeios.

Os moradores explicam que colocam o lixo em frente às residências na esperança de que seja recolhido na data combinada com os serviços municipais. No entanto, nos últimos tempos, essa expectativa não tem sido correspondida. Ricardo Luís, morador daquela zona, lamenta o facto de ser cobrada a taxa de lixo e não se beneficiar do serviço. “Mesmo sabendo que o dia de recolha é quinta-feira, passam-se dias, às vezes semanas, sem que o lixo seja retirado”, desabafou.

ATENTADO À SAÚDE

No bairro Machava-Sede, o problema repete-se. Os residentes queixam-se do mau cheiro, moscas, da proliferação de mosquitos e ainda de charcos nos locais onde o lixo é depositado, o que coloca a saúde pública em risco.

Nélio Chissano, que vive naquele bairro, afirma que não tem sido fácil conviver com o lixo devido à exposição a diversas doenças. Segundo ele, o lixo não é apenas das casas vizinhas, mas também de camiões que o depositam na calada da noite. “Quando anoitece, muitas pessoas e até viaturas vêm depositar lixo em grandes quantidades, porque olham para este lugar como uma lixeira, isso devido ao lixo que não é retirado”, referiu.

Já Etelvina Estêvão, moradora no quarteirão 25, no bairro Fomento, manifesta o seu descontentamento face à fraca recolha de lixo na zona, afirmando que “muitas vezes somos obrigados a contratar pessoas que, com recurso a carrinhos de mão, passam de casa em casa a recolher o lixo. Cada recolha custa 50 Meticais”, relatou, visivelmente contrariada pela situação. “O que mais dói é saber que, quando compramos energia, é- -nos descontada a taxa de lixo. Praticamente pagamos duas vezes pelo mesmo serviço”, desabafou. Leia mais…

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