A falta de energia eléctrica que se tem registado, desde dia 14 de Janeiro, em algumas regiões da província de Gaza está a resultar em prejuízos incalculáveis para os agentes económicos do distrito de Massingir. O cenário está a retrair os clientes das estâncias turísticas, restaurantes, incluindo talhos. Esta realidade verifica-se numa altura em que as comunidades e os agentes económicos procuram formas de iniciar a reconstrução e recuperação das perdas causadas pelas cheias.
Em conversa com domingo, operadores económicos disseram que não encontram vias para reiniciarem o negócio, visto que grande parte das actividades são baseadas na corrente eléctrica. Sustentam que, através da energia, tem sido possível assegurar o abastecimento de água, tanto para o consumo, assim como para diferentes tipos de serviços que prestam. Face ao problema do fornecimento de água aos estabelecimentos hoteleiros, o líquido precioso tem sido abastecido através de baldes, sobretudo para o uso sanitário.
Devido a isso, vários clientes, maioritariamente oriundos da África do Sul, bem como da cidade e província de Maputo, abstêm-se de procurar acomodação naquela região do norte de Gaza. De acordo com operadores do ramo hoteleiro de Massingir, a falta de energia prejudica a arrecadação das receitas, inclusivamente, em relação à possibilidade de melhoria das condições de acomodação, que não escaparam à fúria das intempéries.
“Estamos preocupados, pois os produtos que estavam nos congeladores ou geleiras ficaram estragados e a procura da carne baixou”, afirmou Bonifácio Mazive, um dos investidores no distrito.
Américo Mapandzene, outro operador económico, aponta vários constrangimentos resultantes daquele problema, solicitando a intervenção do Governo local no sentido de minimizar os impactos. “Desde semana passada, prometem-nos restabelecer a corrente, contudo, até hoje (sexta- -feira) continuamos às escuras. Estamos a acumular prejuízos. Água e energia são recursos muito importantes, os quais não temos neste momento”, referiu. Leia mais…

