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Exploração de inertes discutida na Matola

Por Jornal domingo

Foi apresentado, hoje, na Matola, o plano de Acção de Exploração de inertes ao longo do Rio Incomáti na Província de Maputo. A medida surge como resposta da preocupação apresentada pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, através da Administração Regional de Águas do Sul (ARA-SUL) sobre os desafios que tem na alocação de água aos utentes devido à falta de observância das boas práticas na mineração de inertes, ao longo daquele rio que banha os distritos de Moamba, Magude, Manhiça e Marracuene.
Segundo o relatório apresentado durante a reunião que foi orientada pelo director de Gabinete do Secretário de Estado na Província de Maputo, Naldo Horta, da avaliação feita no terreno e na sequência dos trabalhos realizados pela equipa multissectorial, composta por quadros da ARA-SUL, Instituto Nacional de Minas (INAMI), Serviço Provincial de Infra-estruturas (SPI), assessoria do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, e Ministério de Recursos Minerais e Energia (MIREME), constatou-se que a extração de inertes tem impactos negativos no caudal do rio Incomáti, pelo que seria necessário que os operadores adoptassem métodos sustentáveis.

Falando de alguns impactos negativos, o director-geral da ARA-SUL, Edgar Chongo, destacou a degradação das zonas definidas por Lei como zonas de protecção do rio, desconfiguração do leito normal do rio aumentando o risco de erosão, inundações e transporte de sedimentos.
Em alguns casos, a ARA-SUL é obrigada a incrementar as descargas, para além do necessário, por forma a responder às necessidades de água das comunidades, agricultores, sobretudo dos regadios das açucareiras de Xinavane e Maragra.

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