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Esperados 2100 expositores na FACIM

Pelo menos 2100 expositores, 350 dos quais estrangeiros, e 20 países confirmaram a sua participação na Feira Internacional de Maputo (FACIM) a decorrer entre os dias 29 de Agosto e 4 de Setembro, no centro de exposições e feiras em Ricatla, distrito de Marracuene.

Segundo o director geral da Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), Gil Pires, para a cerimónia de lançamento da 57.ª Edição da FACIM, constam da lista dos participantes estrangeiros a África do Sul, Alemanha, Botswana, Brasil, Coreia do Sul, Espanha, França, Indonésia, Itália, Israel, Guiné Equatorial, Quénia, Malawi, Portugal, Reino Unido, Ruanda, Tanz~ania, Tailândia, Turquia, Uganda, Zimbabwe e Reino dos Países Baixos.

“Esta edição abrange todos os sectores de actividade à escala nacional e internacional, e tem como foco a exposição da oferta de bens e serviços, capacidade produtiva dos agentes económicos, oportunidades de investimento e negócios”, disse o ministro da Indústria e Comércio (MIC), Silvino Moreno.

Na ocasião, o governante reconheceu o papel das exportações no desenvolvimento do país, na medida em que contribuem para a criação de emprego e renda para as famílias.

Neste âmbito, o Governo está a promover as oportunidades oferecidas pela iniciativa de comércio preferencial dos Estados Unidos da América através da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA), uma plataforma de acesso a mercados competitivos e mais exigentes.

Silvino Moreno explicou que o AGOA permite o acesso, por moçambicanos, ao mercado norte-americano com isenção de tarifas alfandegárias e livre de quotas, o que conduz ao aumento e diversificação das exportações.

Como resultado desta iniciativa, Moçambique tem vindo a exportar produtos agrícolas para a África do Sul e Estados Unidos da América (EUA).

Assim, entre 2020 e 2021, o país exportou produtos avaliados em 941 e 98 milhões de dólares para os EUA e África do Sul, respectivamente, com destaque para a castanha de caju, soja, banana.

“Estamos felizes por ver cada vez mais a castanha de caju e soja moçambicanas nas prateleiras dos EUA”, disse Helen Pataki, directora da missão da USAID em Moçambique.

Na ocasião, no âmbito de uma iniciativa conjunta da APIEX, a USAID e Confederação das Associações Económicas (CTA), foram premiadas as 5 melhores empresas exportadoras de produtos nacionais, nomeadamente Nova Sun, Beluzi Bananas, Sun Shine Nuts, Morimo Macadâmia e Chá de Mangoma.

“A premiação dos melhores exportadores é a forma encontrada para reconhecer o mérito das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPE) que se destacaram pelo seu contributo na expansão das exportações nacionais, num momento em que constitui desafio reduzir ainda mais o défice da balança comercial”, disse Agostinho Vuma, presidente da CTA.

Entretanto, na sua intervenção, Agostinho Vuma disse que os empresários estão satisfeitos com as medidas de aceleração económicas anunciadas pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na semana finda, pois vão alavancar as PME afectadas pela crise.

“A materialização do pacote de medidas ora anunciadas pelo Presidente irá potenciar a diversificação das exportações moçambicanas, simplificar procedimentos que permitirão um maior aproveitamento do mercado regional da SADC e melhor preparação para a adesão do país à Zona de Comércio Livre Continental”, disse.

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