Debates sobre critério de selecção do parceiro já se tornaram lugar-comum em rodas de conversas. Afirma-se que o brilho no olhar foi substituído pelo brilho do cartão bancário, e o papo sobre alma gémea nem sequer faz mais sentido.
Contudo, a vovó Maria Ernesto, em conversa com o jornal domingo, diz que o mais importante é que o casal seja parceiro, sobretudo quando o homem e a mulher se juntam numa circunstância em que ambos não têm posses. “É até bom, pois lutam conjuntamente pelo vosso bem-estar”, até porque, “quando encontras tudo pronto, isso não te pertence”, argumenta.
Assim sendo, é sensato começar do zero juntos, crescer juntos. E que se entenda que, encontrar um bom marido não implica necessariamente que este tenha um elevado nível de escolaridade. Homens há que muito cedo partiram o lápis, mas são excelentes parceiros.
É por isso que a vovó Maria aproveita o bate-papo com o domingo para observar que, no que diz respeito às profissões, o mais importante é ter um parceiro trabalhador, mesmo que este não labute num escritório, num ambiente fresco, protegido do sol. “Basta que ele seja trabalhador, que vocês cuidem um do outro, o vosso lar também vai ficar bom”.
Portanto, os pedreiros, os carpinteiros, sapateiros não devem ser desprezados, porque, “são grandes trabalhadores e com muito valor. São bons maridos”, completa a vovó, acrescentando com muito orgulho e aos risos que o esposo dela “é electricista!”.

