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ASSASSINATO EM MALUANA: Indiciados encarcerados na BO

Nove cidadãos indiciados de terem participado, recentemente, no assassinato de sete indivíduos em Maluana, distrito da Manhiça, encontram-se encarcerados e com prisão legalizada, desde semana passada, na Penitenciária Especial de Máxima Segurança da Machava, vulgo BO, na província de Maputo, soube o domingo de Henriques Mendes, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Maputo.

“Sabe-se que um crime como este envolve muita gente, por isso acreditamos que existem mais cidadãos envolvidos e que ainda não foram identificados”, refere Henriques Mendes.

No que diz respeito aos que já estão detidos, disse que a sua detenção resultou dos trabalhos levados a cabo pelos peritos. Mesmo assim, acrescenta que as investigações prosseguem, com vista a juntar mais provas sobre o envolvimento destes no crime, e encontrar outros envolvidos.

Entretanto, ainda não há pistas sobre onde é que foram enterradas as primeiras duas vítimas do assassinato. Também não há informações seguras se também pertenciam ou não às fileiras da Polícia da República de Moçambique. Até a última quinta-feira não tinha aparecido ninguém a reclamar os corpos desaparecidos.

O chefe do posto administrativo da Maluana, Juvenal Sigaúque, mostra-se também preocupado com a falta de informações sobre o local onde terão sido enterrados os corpos das duas vítimas.

Neste momento, os familiares dos detidos estão a fazer todo o tido de diligências, incluindo junto do Instituto do Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ), no distrito da Manhiça, para tirá-los das celas, alegadamente porque não são culpados pela morte das sete vítimas.

Recorde-se que os sete cidadãos foram torturados e enterrados vivos, em Maluana, distrito da Manhiça, província de Maputo, indiciados no roubo de três cabeças de gado bovino no posto administrativo de Pessene, distrito de Moamba.

O crime registou-se em duas partes: no dia 20 de Junho quatro indivíduos foram interceptados pela população de Maluana. Na ocasião, dois puseram-se em fuga e os restantes foram torturados e enterrados vivos. No dia 23 de Junho, cinco indivíduos, dos quais três membros da PRM, deslocaram-se àquele distrito, para investigar as circunstâncias da morte das primeiras duas vítimas. Entretanto, dois integrantes do grupo foram apontados pela população como sendo os que teriam fugido na primeira incursão do dia 20. Furiosa, a população torturou e enterrou-os vivos no posto administrativo de Maluana.

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