Desporto

Prática de exercícios físicos reduz gastos em medicamentos

A prática de exercícios, em qualquer circunstância e lugar, é benéfico para o corpo humano. Evita estar exposto às doenças como hipertensão, obesidade, stress e doenças cardíacas. O Estado que ensina o seu povo a exercitar-se gasta menos dinheiro para fabrico ou compra de medicamentos para cura das doenças que a educação física e o desporto repelem, defende Fernando Pedro, director dos Serviços do Desporto para o Desenvolvimento no Instituto Nacional do Desporto (INADE).

Fernando Pedro resume desse modo a importância da Semana Nacional do Desporto comemorada no país de 20 a 27 de Setembro com várias manifestações desportivas com destaque para léguas, marchas, feiras de saúde e jogos tradicionais.

“A Semana Nacional do Desportoteve como mentor o primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel, para quem devia haver um momento de exaltação desportiva massiva,  a coincidir com o 25 de Setembro, dia dos libertadores da Pátria,  que em plena Guerra contra o colonialismo português não se excluíam da prática desportiva”, recorda Fernando Pedro, que já ocupou vários cargos na estrutura orgânica da Juventude e Desportos.

O nosso interlocutor refere que a grandeza do dia 25 de Setembro tem ofuscado a Semana Nacional do Desporto, pois todas as realizações desportivas têm sido consideradas alusivas à data.

“Se calhar, vale a pena repensar sobre quando deve ser celebrada a Semana Nacional do Desporto de modo a ter visibilidade que bem precisa”, refere Fernando Pedro.

Para o nosso entrevistado, de momento o mais importante “é o Estado continuar a incutir no cidadão a cultura de prática de exercícios físicos”.

E revela que em quase todos os distritos do país já se faz algo “de actividade física popular, como são as feiras de saúde e as ginásticas aeróbicas que atraem muita gente”.

Apesar de observar que “o povo faz educação física”, Fernando Pedro é de opinião de que “ainda há muito por fazer para que se chegue ao que Samora desejava, que é prática massiva do desporto. O ângulo de alcance ainda não é satisfatório”.

Engana-se quem pensa que gente que vive em zonas rurais não faz exercícios físicos. “As caminhadas que fazem na busca de água, por exemplo, lhe atribuem maior capacidade física que a do homem que anda de carro. O Homem do campo na sua sobrevivência faz educação física sem que se aperceba. E é por isso que vive mais tempo”.

Ao homem da cidade, Fernando Pedro recomenda para que sempre que possível caminhe a pé “como ao domingo quando vai à missa. As empresas devem reavivar o desporto dos trabalhadores”.

“Cada vez que os hábitos de vida melhoram na nossa sociedade, o nível de saúde das pessoas torna-se mais degradável. Come-se frangos plásticos, anda-se sempre de carro, etc. Estar a engordar nem sempre é sinónimo de boa vida. E, infelizmente, a obesidade está a aumentar entre nós.”

A terminar apela para que “ tenhamos capacidade de pôr as pessoas a praticarem educação física todo o ano e não apenas na Semana Nacional do Desporto.”

Porém, Fernando Pedro reconhece que o país precisa de circuitos de manutenção física como o Repinga, em Maputo, que, infelizmente, aos poucos vai desaparecendo aos olhos do Ministério das Juventude e Desporto.

“Estamos a precisar de circuitos e ginásios ao livre como o recentemente inaugurado na cidade de Tete. Mas eu ficaria muito satisfeito se a cidade de Tete tivesse no mínimo quinze ginásios como aquele. O sector privado deve ser impulsionado a ter iniciativas do género, porque o Estado sozinho pode não conseguir satisfazer a todos. A ampliação da prática de educação física passa por ampliação do parque desportivo, nas zonas urbanas e rurais.   

E há quem pense que para fazer exercícios físicos é preciso veste próprio. Fernando Pedro diz que “não é forçoso ter fatos de treinos.” E acrescenta afirmando que “pôr pessoas a dançarem também é lhes proporcionar educação física”.

Manuel Meque

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