Desporto

Portugal joga “final” frente a EUA

Portugal joga hoje, a partir das 21 horas, a sua final para continuar a alimentar esperanças de qualificação aos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo que decorre em Portugal. Depois de perder frente a Alemanha, a turma de Paulo Bento está proibida de perder frente aos Estados Unidos da América.

A selecção portuguesa não conseguiu um início feliz do campeonato, perdendo por quatro a zero frente a Alemanha, mas pode dar a volta e qualificar-se, o que passa, indubitavelmente, por não perder hoje frente a uma selecção americana que também ganhou no jogo de estreia ao Gana por 2-1.

A turma portuguesa não pode contar com o defesa Pepe, expulso no primeiro jogo, e ainda Fábio Coentrão e Hugo Almeida, lesionados . A condição física de cristiano Ronaldo tem sido motivo de comentários, mas tudo indica que o jogador está apto para criar perigo à baliza dos americanos.

Doutro lado, estará uma seleção dos Estados Unidos que vive muito da orientação de Bradley e da irreverência de Dempsey, mas o talento destes dois jogadores é suportado pela união de uma equipa comprometida com a sua missão. Uma equipa realista, que conhece os seus pontos fortes mas que, acima de tudo, assume perfeitamente as suas limitações. E esse é um bom princípio para as esconder. E uma equipa que, neste contexto, sabe ser pragmática na abordagem ao jogo: opta por processos simples, sem tentar aquilo que não sabe, e procurando apanhar todas as “migalhas” que o jogo dá. Portugal tem mais talento, indiscutivelmente, mas para vencer terá sempre que igualar o adversário na atitude.

Antes dessa partida decisiva, às 18 horas, para o Grupo H, jogam Coreia do Sul e Argélia, encontro que deverá determinar a sorte dos argelinos, considerando que perderam na estreia por 1-2 frente a Bélgica, enquanto os coreanos empatavam a um golo com a Rússia.

Às 0:00 horas, a Bélgica, única vitoriosa do grupo na jornada inaugural, vai enfrentar a Rússia, um dos conjuntos favoritos à qualificação aos oitavos-de-final.

Portugal ficou com as costas contra a parede

– Klinsmann, seleccionador dos EUA

O selecionador dos Estados Unidos, o alemão Jurgen Klinsmann, afirmou  ser possível vencer hoje Portugal, na segunda jornada do Grupo G do Mundial 2014, apesar dos jogadores fantásticos que possui.

Jurgen Klinsmann reconheceu que a derrota na jornada inaugural frente à Alemanha, por 4-0, e as contrariedades sofridas durante o jogo, lesões e expulsão de Pepe, deixaram a seleção portuguesa "encostada à parede" e com pouca margem de manobra.

"Neste momento, as nossas mentes estão apenas focadas no encontro com Portugal. Já mudámos o registo da partida com o Gana [vitória por 2-1], que, como todos viram, foi muito difícil e complicado", acrescentou o selecionador Jurgen Klinsmann.

De acordo com Klinsmann, "a seleção portuguesa tem um punhado de dificuldades para gerir", desde a ausência de Pepe, por castigo, as lesões de Fábio Coentrão (que já regressou a Portugal), Hugo Almeida e Rui Patrício e a própria condição física de Cristiano Ronaldo.

"É uma situação muito difícil para eles, que, depois da derrota contra a Alemanha, ficaram com as costas contra a parede", disse Klinsmann, acrescentando que isso torna ainda mais difícil para os EUA obter um bom resultado.

O selecionador dos EUA tem gerido a recuperação dos seus jogadores entre treinos e deslocações, abrandando o ritmo dos que jogaram, pelo menos, 45 minutos, na segunda-feira contra o Gana.

Klinsmann já sabe que não pode contar com Jozy Altidore, que foi substituído ainda na primeira parte do jogo com o Gana devido a problemas musculares, e escondeu o nome do seu potencial substituto, sendo que os principais candidatos serão Chris Wondolowski e Aron Johannsson.

Independentemente de quem jogar, Jurgen Klisnmann referiu que o onze que escolher para começar o jogo, em Manaus, irá levantar sempre muitas dificuldades a Portugal.

Temos de recuperar o espírito

da vitória frente à Suécia

 – Postiga

Depois do desaire frente à Alemanha (4-0), o avançado Hélder Postiga relembrou que Portugal não costuma falhar nos momentos cruciais e que seria importante recuperar a garra com que jogaram no «play off» frente à Suécia.
“Nos jogos decisivos Portugal tem dado respostas positivas e queremos recuperar o espírito demonstrado frente à Suécia. Nesse jogo passamos uma boa imagem para dentro de campo”, afirmou Postiga, em conferência de Imprensa.
O avançado português sabe o que representa a partida frente aos Estados Unidos.
“Sabemos da importância do jogo de domingo e que nos pode manter em prova. É um desafio decisivo para nós e temos de dar o máximo para honrar a camisola de Portugal”.
Hélder Postiga revelou que a equipa já estudou a seleção norte-americana.
“É uma equipa muito bem organizada, forte fisicamente e confiante por ter vencido o primeiro jogo, mas o importante é estar focado no nosso futebol”.

Queiroz deixa Irão após Mundial

Carlos Queiroz deixará o cargo de selecionador do Irão após o Mundial-2014.
O treinador revelou que «gostaria de continuar, mas a Federação e o Ministério do Desporto não concordaram». Fica assim definida uma questão que já há algum tempo dominava as discussões no futebol iraniano. 

«Do que tenho a certeza é que os iranianos ficarão para sempre no meu coração», observou Queiroz, que está no cargo desde 2011. 

Queiroz falou em conferência dada na antecipação do encontro de ontem, com a Argentina, para a segunda jornada.  

Quénia pede aos cidadãos

para verem jogos em casa

Menos de uma semana depois dos ataques que mataram cerca de 60 pessoas, o governo do Quénia apelou aos seus cidadãos para não verem o Mundial em espaços públicos.
“Onde possível, pede-se aos quenianos para verem os jogos do Campeonato do Mundo no conforto de suas casas, em vez de em sítios lotados, abertos e desprotegidos”, divulgou o Ministério do Interior queniano num comunicado.
Apesar do governo ter reforçado a segurança em todas as partes do país, o ataque de domingo na cidade de Mpeketoni vitimou 50 pessoas que assistiam a um jogo do Mundial em hotéis e cafés. Sendo que no dia seguinte, numa vila vizinha, um novo ataque vitimou nove pessoas.
No sentido de garantir que os «proprietários de restaurantes e bares estão livres de criminosos que tentam tirar vantagem do Campeonato do Mundo para perpetrar atos de criminalidade e violência» os «proprietários de bares e restaurantes estão notificados para manter um nível de alerta nas suas áreas de operação», lê-se no comunicado.
O presidente queniano Uhuru Kenyatta, atribuiu a culpa dos massacres às “redes políticas locais” e a uma “rede oportunista de outros gangues criminosos”, embora se saiba que os ataques foram reivindicados pela Al-Shabab, célula da Al-Qaeda na Somália.

Clima de Manaus

não serve de desculpa

– Miguel Veloso

Sem desculpas. Miguel Veloso não alinha nas críticas ao local que serve de estágio à seleção, nem está preocupado com as condições climatéricas que vai encontrar em Manaus, palco do encontro com os Estados Unidos.

Questionado sobre se Campinas terá sido uma localização bem escolhida, uma vez que o clima aqui é bem mais ameno do que nas cidades que Portugal disputa a fase de grupos, o médio respondeu: “Porquê? Não concordo. Até porque muitas seleções estão por perto de São Paulo. Nós só temos de agradecer as condições que nos foram dadas”.

“As coisas foram bem feitas. Só porque tivemos um resultado em que correu tudo mal, agora está tudo mal, também não pode ser assim. Se puxarmos todos para o mesmo lado, as coisas tornam-se mais fáceis. Temos consciência das críticas, temos de as aceitar, mas não se pode concordar”, resumiu.

Veloso está consciente das temperaturas elevadas e da humidade que se faz sentir no próximo destino da seleção: “S abemos as dificuldades de Manaus, com um clima bastante quente, mas isso não serve como desculpa. Vamos preparar-nos da melhor forma enquanto equipa, porque temos de ganhar esta final”.

O internacional português  sublinhou que a sua adaptação ao clima brasileiro tem sido “tranquila”. “Quando vem o verão na Ucrânia também é bastante quente. Sinto-me bastante bem”, concluiu.

Não vejo necessidade de me demitir

 – Hodgson, seleccionador da Inglaterra

Na sequência da segunda derrota no Mundial-2014, ficando praticamente afastado da próxima fase da competição, o selecionador de Inglaterra, Roy Hodgson, assume natural desilusão, mas recusa a ideia de se demitir do cargo.
«Estou muito desiludido, claro, mas não vejo necessidade de me demitir. No entanto, se a Federação achar que não sou o homem certo para o cargo será a decisão deles, não minha», afirmou Hodgson.
Contratado em Maio de 2012, Hodgson, 66 anos, tem ainda mais dois anos de contrato com a federação.

 

 

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