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MEMÓRIA – TAYOB HASSAM: A queda do abono de família

Mesmo sem vê-lo durante largo tempo, a morte de Tayob Hassam, aos 76 anos de idade, chocou os demais afeiçoados pelo Sporting Clube de Lourenço Marques, hoje Maxaquene, mas também aos demais desportistas, entre moçambicanos, que seguiram a sua carreira, que conheceu um período no qual foi cliente assíduo da selecção nacional nos primeiros anos da independência. Não esteve na célebre vitória de Moçambique frente à Tanzânia, que terminou em 3-2, em Pemba, um dia depois da confirmação da libertação nacional (26 de Junho de 1975), mas participou em outras tantas partidas, como, por exemplo, no inesquecível empate a três golos entre Moçambique e a China, no Estádio da Machava.

Sem ser um jogador de drible exacerbadamente requintado, Tayob fazia-se valer pela rapidez a pensar e a executar. Podia enfrentar dificuldades em situações de um para um, ou ter dois ou três jogadores à sua frente, mas aí deles se lhe concedessem espaço para que colocasse a bola alguns metros adiante. Ninguém o segurava. Apesar de franzino, conseguia bater-se sem cerimónias com adversários bem musculados. Não media esforços para chegar à grande área contrária e tinha consciência que de qualquer ponto podia chutar e fazer golo para a sua equipa.

As bolas altas transformavam-no numa autêntica fera à procura de alimento. O seu alimento era a bola. A sua impulsão deixava os adversários em constante desvantagem. Impressionava a sua capacidade de fazer um movimento com cabeça com o corpo quase hirto, no ar, que permitisse o desvio da bola do alcance de qualquer um, directo para o fundo das redes.  Leia mais…

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