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Jornadas duplas garantem Moçambola clássico

Por Jornal domingo

O Campeonato Nacional de Futebol (Moçambola) será disputado no sistema clássico de todos-contra- -todos, em duas voltas, com particularidade de jornadas duplas em algumas províncias do país. Esta foi a fórmula encontrada pelos clubes associados à Liga Moçambicana de Futebol (LMF) para viabilizar a prova financeiramente, depois dos constrangimentos ocorridos época passada que ditaram, inclusive, o fim abrupto da prova sem que tivessem sido disputadas todas partidas.

A LMF garantiu, sexta-feira, em conferência de imprensa convocada para dar a conhecer o ponto de situação dos preparativos para a disputa do Moçambola-2026, um campeonato tranquilo e sem sobressaltos.

O presidente da LMF, Alberto Simango Jr., assegurou que o campeonato iniciará na última semana de Março ou primeira de Abril. Mesmo sem avançar números do custo operacional da prova e dos prováveis patrocinadores que vão assegurar o montante correspondente ao orçamento do Moçambola-2026, a direcção da LMF disse estar confiante nos seus parceiros.

“A garantia que existe é de que a LMF tem parceiros. Até aqui, nenhum dos nossos patrocinadores cessou a parceria. Portanto, somando os valores de patrocínio que esperamos arrecadar, isso dá-nos algum conforto para dizer que sim e seguramente esperamos de ou ros tantos que poderão se juntar à causa, de maneira que possamos ter um Moçambola tranquilo e sem sobressaltos”, frisou. Com o Moçambola de jornadas duplas, a LMF terá uma redução de 50 por cento dos custos operacionais, comparativamente à época passada.

“Fizemos um ensaio tendo como base de cotação o preço de passagens aéreas da época passada, ou seja, do Moçambola-2025. Esse ensaio permitiu-nos ver que só de passagens aéreas reduzimos cerca de 50 por cento. No ano passado tínhamos uma factura acima de 140 milhões, e este modelo que ensaiámos nos dá uma margem de folga de 73 milhões”, explicou. Com esta medida, a LMF espera reduzir as passagens aéreas dos actuais 4000 bilhetes para 2300, gerando um impacto positivo no custo operacional do Moçambola.

“Materialmente, isso significa que uma equipa que de Lichinga vai à cidade da Beira, Nampula, Maputo e Pemba poderá realizar dois jogos. Essa forma de disputa será interrompida provavelmente nas últimas três jornadas, por forma a garantir a verdade desportiva”, assegurou. Entretanto, a LMF e a FMF vão assinar esta semana o acordo de cedência de direitos para a organização do Moçambola, em cumprimento do previsto na Lei do Desporto, assim como do regulamento da entidade máxima que gere o futebol no país.

Lembrar que o acordo cessou no ano passado e nisso a FMF queria levar para si a gestão da prova, alegando o facto de a LMF não ter conseguido conduzir o Moçambola-2025 até ao fim. Mas esse impasse acabou sendo ultrapassado, compreendidas as razões que levaram a prova a não chegar ao fim, nomeadamente o défice financeiro para garantir passagens aéreas das equipas.

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