Desporto

Joga-se apuramento às meias-finais

São hoje conhecidas as quatro equipas apuradas às meias-finais da Liga Nacional de Basquetebol sénior masculino, em disputa no pavilhão do Maxaquene desde a passada quinta-feira. O pavilhão do Maxaquene vai receber a partir das 14 horas a jornada decisiva da primeira fase, ao fim da qual serão conhecidos os protagonistas das meias-finais, e partir daí conjecturar-se os finalistas.

A competição está a ser disputada em três fases, sendo a primeira aquela que termina hoje e que envolve oito equipas, a saber: Ferroviário da Beira, Maxaquene, Desportivo, Ferroviário de Maputo, Soprotecção de Quelimane, UP de Nampula, UP de Maputo e Costa do Sol.

Desta fase regular, conforme referenciamos, serão apuradas quatro equipas primeiras classificadas para as meias-finais, para o apuramento dos finalistas.

A fase final vai envolver dois clubes que disputarão a final no sistema de Playoff, à melhor de três, o que significa que o campeão poderá sair de três finais.

As duas primeiras jornadas, disputadas quinta e sexta-feira, ofereceram momentos de grandes emoções, com realce para o desafio que opôs o Maxaquene ao campeão em título, Ferroviário da Beira, ganho pelos “locomotivas” por seis pontos de diferença (69-63).

Uma diferença conquistada na segunda parte, depois dum início promissor dos “tricolores”, entretanto arrefecido pela defesa rija e ataque corpulento dos beirenses, onde pontificam dois estrangeiros superiormente coadjuvados pelo experiente Octávio Magoliço.

Advinha-se mais um duelo entre estes dois emblemas, uma vez o Maxaquene ser um natural favorito a um lugar nas meias-finais.

Mesmo prognóstico aplica-se para o Ferroviário de Maputo orientado por Horácio Martins. Com uma equipa jovem e rápida nos seus movimentos, os “locomotivas” despacharam na estreia o Costa do Sol, por 87-65.

O Ferroviário de Maputo é, de longe, um sério candidato ao primeiro lugar, devendo rivalizar em primeira instância com o seu homónimo da Beira.

Os “locomotivas” da capital do país conseguem facilmente compensar o défice físico por uma técnica e velocidade assinalável.

O Desportivo também não tem altura e peso à altura dum campeão, mas apresenta-se no torneio com uma equipa jovem e bastante forte no jogo exterior. A velocidade tem sido uma das suas principais armas, de tal sorte que não espantará a ninguém se atingir a próxima fase.

Sinais de preocupação, em termos de apuramento, são visíveis no Costa do Sol, que apresenta um conjunto relativamente inexperiente. No entanto, uma hipotética vitória sobre o Maxaquene, hoje, pode lançar os pupilos de Milagre Macome para outros sonhos.

A Soproteccao de Quelimane acusa com notoriedade a falta de ritmo competitivo e ingenuidade de seus jogadores, estando praticamente fora da corrida dum lugar nas meias-finais.

O mesmo se aplica às duas formações universitárias, UP de Maputo e UP de Nampula, está última claramente a mais débil do campeonato.

Calendário é apertado

– Simão Mataveia, técnico do Maxaquene

O treinador do Maxaquene, Simão Mataveia, augura um “bom campeonato” para sua equipa, apesar da falta de jogos durante o período de preparação.

É neste quadro que espera uma melhoria contínua da prestação dos seus jogadores, à medida que vão competindo. Aliás, no jogo de estreia, frente ao Ferroviário da Beira, foi notória a quebra física dos “tricolores” na etapa complementar.

E lembra que “nosso objectivo é passar a outra fase, o primeiro objectivo é esse: a nossa classificação para a próxima fase”.

A respeito do campeonato, Simão Mataveia entende que está a ter um bom nível.

– Espero que o campeonato seja bom apesar de termos que fazer muitos jogos num curto espaço de tempo, vamos fazer 13 jogos em 15 dias, o que é extremamente pesado a nível físico, as equipas desgastam-se muito, é o campeonato que temos, por isso teremos que nos adaptar a essa realidade. Mas penso que um campeonato mais longo teria mais brilho porque as equipas teriam tempo suficiente para jogar, treinar e rectificar os erros, agora não é possível, o tempo não ajuda. Num campeonato de três ou quatro meses é que podia se ver de facto a melhor equipa porque assim vai ganhar a equipa que melhor gestão fizer dos seus jogadores, porque o desgaste físico é bastante grande.

 

Jogos de hoje

14h UP Nampula – Ferroviário de Maputo

16h Ferroviário da Beira – Soprotecção

18h Maxaquene – Costa do Sol

20h UP Maputo – Desportivo

Resultados

UP Maputo 79 UP Nampula 45

Desportivo 79 Soprotecção 40

Maxaquene 63 Fer. Beira 69

Fer. Maputo 87 – Costa do Sol 65

UP Nampula – Maxaquene

Soproteccao – Fer- Maputo

Fer. Beira – Desportivo

Costa do Sol – UP Maputo

Desportivo – UP Nampula

Vamos defender o título

– Luís Hernandes, treinador do Ferroviário da Beira

O Ferroviário da Beira apresenta-se com uma equipa alta e fisicamente forte, de tal sorte que não se notam as ausências de André Velasco ou do retirado Sete Muianga.

À semelhança dos adversários, os campeões nacionais chegaram ao campeonato sem rodagem, mas com a lição bem estudada para defender o título conquistado ano passado.

-Para nós o jogo frente ao Maxaquene foi o primeiro da época, não conseguimos fazer jogos de controlo, a equipa ainda não tem o ritmo necessário, mas felizmente a nossa defesa tem estado concentrada.

Por isso, o técnico espanhol prefere dizer que “não sei o que podemos esperar, competimos pouco, temos muita ilusão, falta-nos rodagem”.

– Não somos fortes candidatos ao título. Nosso primeiro objectivo é passar entre os quatro primeiros, pensamos dia a dia, jogo a jogo, não renunciamos a nada, o que é bom hoje pode ser mau amanhã.

Defende que são muitos jogos em pouco tempo, “mas este ano temos mais três dias do que no passado. Preparamo-nos para defender o título, mas não sabemos o que vai acontecer porque viemos sem ritmo”.

Cometemos erros de competitividade

– César Mujui, técnico do Desportivo

O técnico principal do Desportivo, César, também definiu a qualificação às meias-finais como máxima prioridade, para, a partir daí, atacar o primeiro lugar.

A turma “alvi-negra” tem sido, de resto, uma das mais fortes na quadra, tendo perdido nos instantes finais contra o Ferroviário da Beira, no segundo jogo, depois de vitória tranquila sobre a Soprotecção de Quelimane na jornada inaugural.

César Mujui entende que o Desportivo deve melhorar no sector defensivo para atacar o título. “Vamos continuar a trabalhar, sobretudo a defesa, e o aspecto lançamento. Nesta primeira fase o objectivo é a qualificação, estamos dentro desse objectivo”.

Defende que seus jogadores têm estado num bom plano, considerando que “estão a começar uma prova depois de longa paragem, há erros de competitividade”.

– O nível de competição é bom, pessoalmente fiquei surpreendido pelo nível de resposta que meus atletas deram no segundo jogo com o Ferroviário da Beira, que é uma equipa muito forte fisicamente, estivemos à frente do marcador e na ponta final não fomos felizes.

Marques Abdala apita 

para Jogos Olímpicos da Juventude

O árbitro internacional de basquetebol, Marques Abdala, deixa amanhã Maputo com destino a Gaborone, capital do Botswana, onde de 21 a 28 de Maio corrente vai dirigir partidas inseridas na fase de qualificação da Zona VI aos Jogos Olímpicos da Juventude agendados para próximo mês de Agosto, na China.

No torneio regional, Moçambique será representado pela selecção feminina. Marques Abdala é o único juiz moçambicano nomeado pela FIBA-África para esta competição.

A propósito, o árbitro disse esperar aprender mais de colegas doutros países, sempre com a responsabilidade de ser o único a representar Moçambique no torneio.

– É seguro que continuarei a aprender doutros. Mas devo dizer que Moçambique está num bom nível em África, somos dos melhores, temos talento e muito valor.

Marques Abdala é árbitro internacional desde Maio de 2013 e esta é a sua segunda nomeação pela FIBA, depois da estreia ano passado nos Jogos da Lusofonia, na Índia.

Custódio Mugabe

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