Desporto

Gana e Costa do Marfim protagonizam final de luxo

As selecções nacionais do Gana e Costa do Marfim protagonizam hoje, a partir das 21 horas, uma final de luxo da 30ª edição do Campeonato Africano das Nações que decorre na Guiné Equatorial. Trata-se de uma final de luxo entre duas selecções das mais consagradas do futebol africano, e que há muito não ganham o título africano.

Os costa-marfinenses deixaram pelo caminho na primeira meia-final, quarta-feira, a República Democrática do Congo, enquanto os ganenses superaram na quinta-feira os anfitriões com vitória convincente de 3-0. Assim, teremos uma final que muito promete em termos de qualidade de espectáculo e mesmo de disputa nas quatro linhas.

As duas selecções estão apetrechadas de unidades de grande valor, sem dúvida das maiores referências do campeonato, uma particularidade que por si só já diz sobre aquilo que poderá ser a final.

Os costa-marfinenses têm a sorte de voltarem a disputar uma final depois de já o terem feito na co-organização de 2012 do Gabão e Guiné-Equatorial, em que foram infelizes diante da Zâmbia.
Quanto às “Estrelas Negras”, a última vez que jogaram a final foi no CAN’2010 disputado em Angola, em que perderam diante do Egipto.

Entretanto, entre as duas selecções existe uma coisa em comum: vão vendo gerações de cintilantes estrelas a passarem por si em branco. Ou seja, sem nunca sentir a sensação de ser campeão africano.
Michael Essien, Asamoah Gyan, André Ayew, Jordan Ayew, Suley  Muntari, no lado ganense, nunca festejaram o título africano, falando-se o mesmo quanto a Didier Drogba, Yaya Touré, Gervinho, Wilfried Bony, do outro lado. Desta vez chegou a oportunidade, pelo menos para uma selecção, já que não podem ganhar as duas.
Do lado dos “Elefantes”, o treinador
Herve Renard alertou os seus jogadores que a selecção da Costa do Marfim deve melhorar a qualidade de jogo, se quiser terminar o jejum de 23 anos sem vencer o troféu da Taça das Nações Africanas, conquistado em 1992.
Apesar da vitória na semi-final frente à RD Congo por 3-1 e consequente passagem à final, o técnico francês não gostou da exibição dos seus atletas.

“Para ser sincero, não gostei do jogo. Penso que não fizemos tudo o que podíamos fazer. Em alguns momentos fomos condescendentes”. Apesar de tudo, Renard acrescentou: “Estamos na final e isso é o mais importante”.

 

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