TEXTO DE GINOCA MAFUTINE
No mundo do futebol, onde o barulho dos tambores e os gritos das bancadas muitas vezes abafam as vozes femininas, há mulheres que se impõem pelo rigor, competência e, sobretudo, pela paixão. Estrela Botão Gonçalves é uma delas.
No coração do vale do Zambeze, mais precisamente na província de Tete, nasceu uma dessas figuras que o futebol nacional aprendeu a respeitar. Ex-árbitra internacional de futebol 11, formadora, assessora de árbitros e actual delegada da Liga Moçambicana de Futebol, ela não só jogou com as regras, como também ajudou a reescrevê-las.
Numa modalidade em que o respeito é conquistado com decisões firmes, resistência ao erro e coragem para enfrentar olhares desconfiados, Estrela cresceu entre o assobio do apito e o peso das dúvidas alheias. Mas se o futebol sempre foi visto como território reservado aos homens, ela mostrou que, com disciplina táctica, leitura de jogo e fibra de capitã, uma mulher também pode ser a autoridade máxima numa partida dentro ou fora das quatro linhas.
MINHA VIDA É O FUTEBOL
O seu percurso é de fazer inveja a muitos: chegou ao patamar internacional como árbitra, deu aulas de arbitragem a quem hoje disputa ligas nacionais e internacionais, foi assessora em dezenas de jogos decisivos e actualmente coordena operações técnicas como delegada da Liga. Não marca golos, mas garante que o jogo decorra limpo, justo e dentro das quatro linhas do profissionalismo.
“Sou natural de Tete, funcionária da Direcção Provincial da Juventude e Desportos. Sou mãe, sou filha, sou irmã. Fui árbitra internacional de futebol 11 e hoje, com orgulho, sou delegada da Liga Moçambicana de Futebol. Já fui coordenadora da Comissão da Mulher no Desporto, assessora e formadora de árbitros. Leia mais…

