Desporto

ENH e Desportivo no festival de abertura

O debutante ENH Futebol Clube de Vilankulo vai apadrinhar o início do “Moçambola” 2015, recebendo na tarde de sábado, 14 de Março, o gigante Desportivo de Maputo, conforme ditou o sorteio realizado na noite de sexta-feira passada na capital do país.

Estão já lançados os dados do Campeonato Nacional de Futebol, numa altura que os 14 participantes continuam a aprimorar-se táctica e tecnicamente para a maratona que só terá o seu epílogo em Novembro próximo.

Agora os clubes já conhecem as datas e sequências dos adversários, o que, obviamente, permite uma melhor organização e planificação.

O festival de abertura do “Moçambola” terá lugar em Vilankulo, e espera-se que, uma vez mais, seja um momento de festa e de exaltação da prova que este ano volta a juntar todas regiões do país.

À semelhança do sucedido nos últimos anos, o festival será preenchido por momentos de turismo, música, dança e esse prato forte que será a estreia do ENH FC diante dos “alvi-negros”.

Mas há mais: o campeão nacional, Liga Desportiva, vai receber o histórico Costa do Sol, com nove títulos nacionais já conquistados e à procura de regressar aos bons velhos tempos.

Completam a primeira jornada os desafios Maxaquene – Ferroviário de Nacala, Ferroviário de Quelimane – Ferroviário de Maputo, Ferroviário de Nampula – Ferroviário da Beira, Clube do Chibuto – 1° de Maio de Quelimane e Desportivo de Nacala – HCB do Songo.

No “Moçambola” 2015 tomarão parte 14 clubes, designadamente Liga Desportiva, Maxaquene, Costa do Sol, Desportivo, Ferroviário (Maputo), Ferroviário da Beira (Sofala), Ferroviário de Nampula, Ferroviário de Nacala e Desportivo de Nacala (Nampula), HCB do Songo (Tete), Clube do Chibuto (Gaza), Ferroviário de Quelimane e 1° de Maio de Quelimane (Zambézia) e ENH de Vilankulo (Inhambane).

PRÉMIOS PARA OS MELHORES DE 2014

Antes do momento do sorteio do campeonato, os melhores artistas de 2014 receberam os respectivos prémios. Mateus Infante foi eleito “Árbitro Mais Regular do Moçambola 2014” na combinação de votos da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) e delegados da LMF.

Aos 45 anos e prestes a terminar a carreira, Mateus Infante recebeu 179 pontos dos delegados da LMF e 92 da CNAF nos onze jogos que evoluiu, totalizando 271, mais um que o segundo classificado, Estevão Matsinhe, com 178 pontos dos delegados e os mesmos 92 de Infante pela CNAF.

É esse ponto de diferença que permitiu a atribuição do prémio de 100 mil meticais a Mateus Infante, sendo que a terceira e quarta posições foram ocupadas por Arlindo Silvano e Samuel Chirindza, com um total de 268 e 258 pontos, respectivamente.

Sem surpresa, o Melhor Marcador do campeonato 2014 é Isac de Carvalho, do Maxaquene, com 13 tentos certeiros em 23 desafios, sendo imediatamente seguido por Jójó, do Desportivo, com onze golos em 25 partidas. Zicco, da Liga Desportiva, foi terceiro também com onze golos em 25 actuações.

Já o Guarda-redes Menos Batido foi Germano, do Ferroviário de Nampula, que sofreu 12 golos em 26 jogos, seguindo Milagre, da Liga Desportiva, com 15 tentos sofridos em 20 jogos. As médias dos dois “keepers” são 0.005 e 0.008, respectivamente.

Tal como Isac de Carvalho, melhor goleador, Germano teve um prémio de 100 mil meticais.

À Liga Desportiva, campeã nacional, coube o prémio de 750 mil meticais, troféu e medalhas, enquanto o vice-campeão nacional, Ferroviário de Nampula, tem direito a 150 mil meticais e troféu.

Aprovados relatórios de actividades e contas

Os 14 clubes integrantes da Liga Moçambicana de Futebol aprovaram por unanimidade os relatórios de actividades e contas de 2014 e o plano de actividades e orçamento para 2015, documentos apresentados à Assembleia Geral pela direcção do organismo.

De resto, o parecer do Conselho Fiscal da LMF aconselhou a aprovação dos documentos com louvor, em reconhecimento do esforço que a direcção da LMF está a fazer para viabilizar o campeonato nacional.

A Liga tem tido dificuldades na angariação de fundos, por isso é preciso mobilizar mais parceiros para a prova. Contudo, a direcção cumpriu com o seu objectivo principal, que é a realização do “Moçambola” – defendeu o Conselho Fiscal.

Durante as discussões, os delegados dos clubes reiteraram o seu desagrado pelo não pagamento de direitos televisivos de transmissão de seus jogos, facto justificado pela direcção da LMF como decorrente do não cumprimento integral do contrato rubricado com a Televisão de Moçambique.

Segundo Alberto Simango Jr, a LMF tem insistido junto da TV pública para honrar com o acordado e existe um comprometimento daquele parceiro em pagar a dívida.

Não podemos ignorar os esforços que a Televisão de Moçambique está a fazer para honrar com o contrato rubricado com a Liga. Há um compromisso por parte deles de honrar o acordo e temos fé que isso vai acontecer – explicou-se o dirigente da LMF.

Revelou que o contrato com a TVM expirou e brevemente será lançado um concurso público para a contratação de serviços de transmissão dos jogos, podendo ser novamente a TVM dependendo das ofertas disponíveis.

Os clubes também se queixaram das condições de alojamento em alguns locais, com realce para a Vila Olímpica, em Maputo. Luís Canhemba, delegado da HCB do Songo, disse que, normalmente, quando joga em Maputo, o seu emblema sai do local de hospedagem já a perder por um a zero.

Na Vila Olímpica nos debatemos com problemas de mosquito e falta de água, por isso muitas vezes saímos de lá para o jogo já a perder por um a zero– queixou-se Canhemba.

O mesmo dirigente reclamou o facto de as delegações pernoitarem em Nampula para no dia do jogo seguirem de manhã para Nacala. “Devíamos dormir em Nacala”, sugeriu.

A respeito, Augusto Pombuane, vice-presidente da LMF para a Alta competição, disse que o problema da Vila Olímpica é conhecido e decorrem démarches para a solução do mesmo.

– Vamos corrigir esta situação porque a hospedagem na Vila Olímpica custa dinheiro, não é de borla. Se optamos pela Vila Olímpica não é porque não pagamos, mas somente porque entendemos que era um lugar ideal para alojar um número elevado de equipas quando há mais de um jogo em Maputo,notou.

Sobre a hospedagem em Nacala, Pombuane fez saber que a direcção da LMF esteve no local em Dezembro passado e já tem propostas a analisar para que as delegações se alojem em Nacala e não em Nampula.

O desempenho dos árbitros, como era de esperar, mereceu acesos debates por parte dos representantes dos clubes. com a maioria a defender que a LMF devia ser responsável pela gestão dos juízes para reduzir os focos de instabilidade no sector.

Samuel Maibasse, do Maxaquene, vincou que a arbitragem tem sido um sério problema e a solução seria entregar a gestão dos árbitros do Moçambola à LMF no lugar de continuar na federação, através da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF).

Entendemos que na Liga a responsabilização dos árbitros seria maior e assim podíamos resolver alguns problemas– defendeu o dirigente “tricolor”.

Também sobre a qualidade do trabalho dos árbitros se pronunciou Amosse Chicualacuala, presidente do Costa do Sol, o qual, defende que não é suficiente punir os clubes sem responsabilizar os responsáveis pela origem dos desmandos.

Sentimos que não estamos protegidos pela Liga. Seria bom vermos a arbitragem ser penalizada como sucede com os clubes. Da primeira até à última jornada a arbitragem não sai da boca das pessoas, todos devemos contribuir para o “Moçambola” que queremos– observou o dirigente “canarinho”.

Foi ao pormenor para dizer que ano passado o Costa do Sol foi penalizado com a realização de jogos à porta fechada, mas até hoje não se sabe o que aconteceu aos árbitros que incitaram à violência no jogo com a Liga Desportiva de Maputo.

Direcção da LMF prolonga

mandato até Novembro

A direcção da Liga Moçambicana de Futebol (LMF) vai prolongar o seu mandato até Novembro próximo, conforme deliberou por unanimidade a Assembleia Geral na passada sexta-feira.

O mandato do elenco dirigido por Alberto Simango Jr. termina em Maio próximo, período entendido como inapropriado para a entrega de pastas a uma nova direcção.

Na sua fundamentação aos associados, o presidente da Mesa da Assembleia Geral da LMF, Alcido Ngoenha, disse que a actual direcção tem responsabilidades por cumprir que podem ficar comprometidas em prejuízo do próprio campeonato.

– Em termos de estatutos devíamos fazer eleições em Maio, mas há necessidade de seguirmos com um acompanhamento mais acuidado devido a vários compromissos que temos e a responsabilidade que esta direcção tem. Nesse sentido gostaríamos de propor que em vez de convocar as eleições para Maio convocássemos para Novembro para eleger a nova direcção da Liga, assim estaríamos seguros de que este campeonato foi devidamente acompanhado até ao fim. Para não haver perturbações no meio do campeonato. É essa a proposta que queremos pedir a vossa decisão.

Assim se dirigiu Ngoenha à Assembleia Geral, que anuiu ao pedido. Referir que Alberto Simango Jr. cumpre o seu segundo mandato como presidente de direcção da LMF, não podendo recandidatar-se a um novo mandato, conforme estipula a Lei do Desporto e seu regulamento.

Custódio Mugabe

 

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