Desporto

Disponível financiamento para expansão do xadrez

A Academia de Xadrez da Matola já tem disponível financiamento para a aquisição do material necessário para a implementação do projecto de massificação da modalidade em todo país. O patrono daquela agremiação, Domingos Langa, segue amanhã para China à busca do equipamento.

Domingos Langa vai permanecer na China até o dia 20 de Março corrente, devendo adquirir naquele país 10 mil tabuleiros de mesa, 600 tabuleiros de parede e 400 relógios, material considerado suficiente para o início de implementação do projecto de massificação da modalidade pelo país.

O equipamento será distribuído por escolas de três distritos em cada província e em todos municípios do país. Falando ao domingo, Domingos Langa fez saber que na China vai também procurar módulos para que Moçambique passe a produzir os materiais internamente.

Não queremos adquirir o material eternamente fora do país, por isso, nesta deslocação, pretendemos também identificar um fornecedor dum módulo para as empresas nacionais passarem a produzir tabuleiros, notou.

A Academia de Xadrez da Matola está vocacionada a massificação da modalidade a nível nacional, em parceria com o Ministério da Educação.

Domingos Langa explicou que “o nosso objectivo principal é de que o xadrez seja uma modalidade praticada em todo Moçambique. É uma maneira de proporcionar oportunidade de praticar desporto aos que não podem jogar futebol, basquetebol, boxe e outras modalidades. Apesar do xadrez ser o desporto que traz mais ganhos ao ser humano, ainda não é actividade obrigatória nas escolas públicas”.

– Neste momento estamos a formar professores em matéria de xadrez, independentemente de serem ou não professores de Educação Física. E estamos a equipar as escolas primárias do 1º grau com material trazido de fora, já que no país ainda não é fabricado.  

Recentemente, aquela organização procedeu à formação de professores de xadrez no distrito de Xai-Xai, província de Gaza.

Acções idênticas já tiveram lugar nas cidades de Maputo, Maxixe, Inhambane e Matola e vila municipal da Namaacha, o que vem permitindo que as crianças de várias zonas do país, através dos professores formados, tenham contacto directo com esta modalidade considerada nobre para a criatividade mental.

Domingos Langa disse que um dos principais constrangimentos para a prática do xadrez no país é a escassez de material para a sua massificação.

“Só uma boa massificação nos pode garantir a produção de atletas competentes e vencedores na alta competição. De escola crescemos para Academia de Xadrez, mas o nosso horizonte continua o mesmo”, frisou Domingos Langa.

O dirigente referiu que para a massificação da modalidade aposta seriamente na formação dos professores em matéria de Xadrez.

“O nosso esforço já resultou nas províncias de Maputo, Inhambane e cidade de Maputo. Já iniciamos na província de Gaza, o que nos contenta bastante, sobretudo por termos empresas ao nosso lado para este projecto de pôr todo Moçambique a jogar xadrez”, sublinhou.

Ainda de Domingos Langa soubemos que “nos próximos três anos todas as escolas do país estarão abarrotadas de material de xadrez.” Isso porque o projecto em curso visa cobrir todas as escolas primárias do nível 1 do Moçambique inteiro.

A primeira aposta de Domingos Langa foi a criação da Escola de Xadrez da Matola, que ao longo de muitos anos produziu xadrezistas que hoje são “craques” da modalidade e representam o país em várias ocasiões.

Do sucesso da Escola emergiu a Academia de Xadrez da Matola, esta que hoje é responsável pelo renascimento deste desporto onde já não se praticava e sua implantação onde nunca existiu.

O dirigente aclarou que a actividade da Academia não colide com a da federação, que, em paralelo, está a implementar o seu programa de gestão da modalidade a nível nacional.

A concretização deste projecto de massificação do xadrez pelo país tem sido possível graças aos apoios que a Academia de Xadrez da Matola vem recebendo de parceiros empresariais.

Recentemente, a empresa Silos e Terminal Granaleiro da Matola (STEMA) ofereceu trinta tabuleiros gigantes a Academia de Xadrez da Matola, tendo o respectivo presidente do Conselho de Administração, o antigo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Castigo Langa, prometido mais apoio para a expansão da modalidade.

Por outro lado, a Academia tem parcerias com empresas como a Petromoc, TDM, Grupo Visabeira, Teixeira Duarte, Mozal, SdandardBank, Peixe da Mamã, Polana Casino, CMC, Electricidade de Moçambique e Linhas Aéreas de Moçambique.

Também conta com parceiros individuais que tem instigado a prática do xadrez, como são os casos de John Kachamila, Batista Machaieie, António Romão e Castigo Langa.

 

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