Bula Bula

Quem fechou a entrada da Circular de Maputo?

A Estrada Circular de Maputo é uma obra e tanto. No começo ninguém percebia para que serviria e muito menos a sua pertinência. Falava-se à boca pequena, tipo má-língua, que a ideia não iria pegar, que era um plano maquiavélico para conquistar eleitores, entre outros.

Contra todos os cépticos, radicais e moderados, o projecto saiu do papel e, aos poucos, está a revelar-se indispensável para a vida dos munícipes de Maputo e Matola, assim como de milhares de nacionais e forasteiros que, pelas mais intricadas razões aportam a Maputo.

A construção ainda decorre, com aqueles atrasos típicos de obra, onde o pedreiro que veio ontem hoje “conta um filme” e não trabalha, serralheiro que recebe o salário e não aparece mais, carpinteiro que faz peças e vende para um cliente de ocasião, enfim.

Apesar disso, a Circular de Maputo está mais para o fim do que para o começo e já tem pontos que já carecem de reabilitação porque não faltam automobilistas de arremesso, tipo “kamikazes” japoneses, que se atiram à toda a velocidade contra os lancis que protegem as bermas da estrada e rotundas, e contra postes de iluminação como se tivessem uma vida a mais guardada no bolso.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Bonete, visitou a Estrada Circular há menos de um mês e apreciou o trabalho até aqui realizado e até celebrou o facto de já estar a servir aos moçambicanos que por ela transitam em excelentes condições.

Bula-bula, como qualquer mortal, também usufrui da via à cata de argumentos para conferir longevidade à sua existência e, umas vezes vai até Tchumene, onde a Circular de Maputo se vai entrelaçar com a chamada Maputo-WitBank, num nó que vai mudar por completo a paisagem local.

Porque o nó ainda espera a sua vez para ser erguido, os automobilistas aproveitam a deixa para trafegar a partir da Maputo-WitBank, ou N4, para a Circular, e daqui para a zona do Zimpeto, de onde seguem para o Norte da província de Maputo e vice-versa, como, aliás, acontece um pouco por todos os locais onde a Circular se cruza com outras avenidas.

Para o desgosto geral, algum espertinho, pelos vistos bem musculado, entendeu barricar o acesso a partir do futuro nó de Tchumene, o que obriga a que os camiões e tractores que participam na construção da Circular se vejam impedidos de aceder à N4 para facilmente chegarem aos locais onde se adquirem os materiais de construção e muito menos para a recolha dos trabalhadores.

Má-língua, que não falta em momentos destes, começa a aparecer pelos cantos a dar a entender que a brecha que estava aberta ali no Tchumene, até a meio da semana passada, fazia com que muitos automobilistas vindos da África do Sul, com destino às províncias nacionais, e vice-versa não fossem até à Portagem de Maputo, o que atrapalhava as contas da TRAC que possui um sistema de contagem de tráfego algures. Bula-bula não quis cair nessa.

Entretanto, dá para torcer o nariz, quando se vê aquelas enormes barreiras de betão a vedarem o acesso à Circular de Maputo, coisa que não pode ter sido ali colocada por um comum mortal com recurso aos seus punhos.

Mas, quem terá sido o “Hulk”, “Hércules” ou “Hi-Man” que se atreveu a impedir o maravilhoso povo de usufruir daquele acesso? Quem será o “autor moral” desta ousadia que em nada ajuda ao pobre povo?

 

 

 

 

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