As guerras têm momentos únicos, para lá das truculências e das desumanidades, das crueldades próprias de uma guerra. A este 4 de Outubro, deu para Bula-Bula recordar-se dos oficiais acampados junto aos seus homens, na intercepção das estradas que ligam Chókwè a Guijá, na parte setentrional da província de Gaza, o então posto avançado de várias unidades das antigas FPLM, entre as quais a segunda companhia do 3.⁰ Batalhão de Comandos.
É verdade que esta história de guerra não é nada parecida com aquela da Transnístria, pitoresca e, de certo modo, anedótica, mas vale a pena contar, uma vez com a mão na massa. Em 1992, naquela região encravada entre a Ucrânia e a Moldova, houve um desaguisado qualquer entre milícias locais, apoiadas por cossacos russos, e militares e polícias pró-governamentais. A história que conta é que, a determinado momento do confronto, os contendores saíam das trincheiras e, noite adentro, na calada barulhenta da boémia, emborcavam litros e rios de vodka em tabernas de ocasião. De manhã, mal o sol raiava, retomavam às hostilidades, com flama e ímpetos renovados.
A história que Bula-Bula quer contar não chega a tanto, mas vale a pena ler. Estava-se em 1992 e, em Roma, as delegações da Renamo e do Governo de Moçambique pareciam estar a finalizar um ansiado Acordo de Paz. Toda esta envolvência, de sentimentos intensos e alguns até contraditórios, vivia-se também na frente de combate com a proximidade da paz. Leia mais…

