A mocidade está com muita pressa de chegar, seja lá onde for, e nessa lufa-lufa de chegar, mas sobretudo de a todos mostrar que se conseguiu alcançar seja lá o que for, por vezes os jovens, provavelmente afobados com a corrida, esquecem-se de ser eles mesmos, verdadeiros e genuínos.
É o que deve ter acontecido com o jovem secretário-geral da OJM, oriundo de uma terra de gente humilde, trabalhadora e pouco dada a exibicionismos gratuitos, como é a província de Gaza, onde a única coisa que ali se ostenta, que ali se exibe com orgulho, é o trabalho, trabalho árduo, duro.
Bula-bula, que faz parte dos 91 por cento dos que votaram em Constantino André na conferência de Julho, não gostou de ver algumas imagens da sua mais recente e inaugural visita à província de Sofala, onde um dispensável aparato de segurança, de triste e lamentoso espectáculo do que de verdadeiras medidas de protecção, conduziu, escoltou e acolitou o novo líder.
O resultado da protecção, que parece ser de uma empresa privada de segurança, foi o copioso espalhafato que se assistiu, a imagem de ostentação, de poder e, lá está, de ausência de humildade onde devia abundar simplicidade e proximidade com todos os da sua faixa etária, aqueles que no Chiveve, tal como em todos os outros Chiveves deste extenso Moçambique, catam empregos e fuçam a sobrevivência sem alvoroços, sem estardalhaços.
Bula-bula, que por acaso até percebe de reservas “securitárias”, acha que os padrões adoptados para proteger o SG dos jovens foi excessivo e desnecessário, e neste caso recomendaria apenas as essenciais, as mínimas, mas sobretudo as discretas e nada intrusivas, como foram aqueloutras, barulhentas e ruidosas para o ambiente político que se pretende construir.
Os outros dizem que cuidados e caldos de galinha não fazem mal a ninguém, mas neste caso Bula-bula prefere dizer que a simplicidade e a humildade não nos fazem “matrecos”, apenas nos enobrece e nos torna grandes! Basta ver as mãos do presidente do partido ao qual a OJM se hospeda, juntas ao peito, numa saudação “namastê”, uma postura que no budismo significa submissão, paz, harmonia, mas sobretudo profundo respeito e simplicidade. E isto é tudo quanto Bula-bula espera de Constantino André, a imagem e a semelhança do seu chefe!

